O empresário que foi alvo de um atentado na noite de quarta-feira (11), Serra, simulou ter sido baleado para tentar escapar do ataque a tiros. A informação foi divulgada pelo advogado dele, Douglas Luz. "Diante dessa ação, os atiradores entraram em um veículo e empreenderam fuga", afirmou.
A vítima estava em uma Dodge Ram Rampage e chegava em casa, no bairro Jacaraípe, quando foi abordada por homens encapuzados. Os suspeitos estavam a pé e dispararam contra o veículo do empresário. A caminhonete foi atingida pelos tiros, mas o homem não se feriu.
Ainda segundo o advogado, os dois suspeitos teriam passado cerca de quatro horas rondando a região antes do crime, dentro de um carro.
Empresário é investigado na Operação Baest
O empresário alvo do ataque é investigado no âmbito da Operação Baest, deflagrada pela Polícia Civil em 2025. A ação é considerada pela cúpula da segurança pública do Espírito Santo uma das mais relevantes dos últimos anos por atingir o braço financeiro do Primeiro Comando de Vitória (PCV).
A operação teve como alvo crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas, resultando na apreensão de cerca de R$ 100 milhões em bens e no indiciamento de 20 pessoas.
O relatório final foi entregue em setembro do ano passado. No entanto, a possibilidade de uma segunda fase da operação vem sendo analisada após o surgimento de novas informações, que podem levar à reavaliação das provas já levantadas.
O que dizem as polícias
A Polícia Militar (PM) disse que foi acionada para uma ocorrência de tentativa de homicídio. Segundo a PM, o empresário relatou que por volta das 19h15, quando estava chegando em casa conduzindo seu veículo, se deparou com três indivíduos encapuzados e armados que desembarcaram de uma caminhonete e efetuaram diversos disparos de arma de fogo em sua direção. Aos policiais, a vítima informou que conseguiu entrar rapidamente em casa, se abrigando e não sendo baleada. Contudo, seu automóvel foi atingido pelos disparos. A corporação afirmou que realizou patrulhamento, mas nenhum suspeito foi detido.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra e, até o momento, nenhum suspeito foi preso. "Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada", afirmou a corporação.