A escola estadual de Linhares que teve um professor preso na última segunda-feira (27) por estuprar uma estudante já teve outro docente indiciado, há cinco meses, mas por assédio sexual contra oito alunas. O nome da instituição e o bairro onde ela está localizada não serão divulgados para preservar a identidade das vítimas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).
Primeiro caso: assédio sexual
Na ocasião, em 14 de novembro do ano passado, a Polícia Civil divulgou que o suspeito, que não teve idade divulgada, teria praticado o crime em continuidade delitiva, ou seja, repetidamente, com o mesmo método e no mesmo ambiente. As vítimas tinham entre 17 e 18 anos.
De acordo com a corporação, as vítimas contaram à época, de forma detalhada, que eram submetidas a constrangimentos de natureza sexual pelo professor no ambiente escolar. Durante a investigação, outros estudantes foram ouvidos como testemunhas e confirmaram que o investigado mantinha condutas inapropriadas com as alunas.
Segundo caso: estupro de vulnerável
No caso mais recente, a polícia explicou que o docente, um homem de 38 anos, utilizava aulas particulares ministradas em sua residência para se aproximar da vítima, cuja idade não foi divulgada. Investigações apontaram que o suspeito teria atraído a menina para um local isolado e, após cometer o abuso, a orientou a não relatar o ocorrido.
A Polícia Civil informou que o educador confessou ter mantido relações sexuais com a menina, alegando consentimento. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra. O crime foi agravado pela posição de autoridade que o investigado exercia sobre a vítima, como professor.
Posicionamento da Sedu
Sobre o caso mais recente, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou que, conforme apuração preliminar, o fato investigado não tem relação com as atividades desenvolvidas na unidade escolar.
A pasta afirmou, em nota, que “reafirma seu compromisso com a segurança e a integridade da comunidade escolar, adotando as medidas cabíveis e permanecendo à disposição das autoridades para colaborar, de forma transparente e responsável, com as investigações”.
Até o momento, a secretaria não se pronunciou sobre a primeira situação de assédio, registrada no ambiente escolar.