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Crime cruel

'Eu quero justiça': o desabafo da tia de jovem morta no Centro de Vitória

O pedido de justiça é de Tania Madalena Rocha, tia de Ana Carolina Rocha Kurth; jovem de 24 anos foi morta a facadas na tarde dessa segunda-feira (15) e companheiro é o principal suspeito

Publicado em 16 de Maio de 2023 às 13:34

Jaciele Simoura

Publicado em 

16 mai 2023 às 13:34
Sob fortes emoções, aconteceu na manhã desta segunda-feira (16), em Viana, o velório e o sepultamento de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos – morta a facadas em apartamento de um prédio no Centro de Vitória. O principal suspeito do crime é o companheiro da estudante universitária. Em lágrimas, Tania Madalena Rocha, tia da jovem, desabafou com a repórter Daniela Carla, da TV Gazeta, ao vivo durante o ES1, e pediu por justiça pelo assassinato da sobrinha.
"Preciso de justiça. Pela Ana Carolina, por todas as moças frágeis, delicadas, dóceis. Um monstro passou na vida da minha filha e eu não pude defender, não pude cuidar, não pude proteger. Eu quero justiça, quero esse homem preso, quero que ele morra na cadeia"
Tania Madalena Rocha - Tia de Ana Carolina
Tia de Ana Carolina Rocha Kurth pede por justiça
Tia de Ana Carolina Rocha Kurth pede por justiça Crédito: Fernando Estevão
Ana Carolina Rocha Kurth foi assassinada a facadas dentro de um apartamento na Rua Gama Rosa, no Centro de Vitória, por volta de 16h desta segunda-feira (15). Policiais ouvidos pelo repórter Eduardo Dias, da TV Gazeta, afirmaram que o principal suspeito do crime é o companheiro da vítima – um estudante universitário, também de 24 anos, que ainda não foi localizado. 
Amigos, familiares e conhecidos da vítima estiveram no enterro da jovem, marcado pela comoção e a dor da perda. O crime foi classificado pela tia de Ana Carolina como cruel e premeditado.
"Com crueldade, sem pena, sem dó, premeditado. Ele precisa ser preso, precisa ser condenado"
Tania Madalena Rocha - Tia de Ana Carolina
Após o desabafo, sendo amparada por familiares e amigos, Tania Madalena entrou no cemitério de Viana, onde Ana Carolina foi sepultada. 

'Menina muito doce', diz primo sobre jovem 

Mais cedo, em entrevista a repórter Daniela Carla, da TV Gazeta, o primo de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, relatou que a família está sofrendo muito com o ocorrido. Daniel Rocha contou como era a estudante universitária. O depoimento foi dado durante o velório ocorrido na manhã desta terça-feira (16). O principal suspeito do crime é o companheiro da jovem.
"Era uma pessoa independente, começou a trabalhar cedo, mas apesar de viver mais sozinha, era muito carinhosa com a família, nunca fez nada a ninguém, era uma menina muito doce, muito boa", relembrou Daniel Rocha.
O primo de Ana Carolina Rocha Kurth contou que soube depois do crime sobre o relacionamento conturbado da prima. "Ela (Ana Carolina) era muito reservada, mas eu soube que o pai dele (do namorado da jovem) alugou um apartamento ali naquela rua Gama Rosa, no Centro, e os dois (casal) estavam morando ali.", continuou.
"Também soube que ela havia deixado o emprego, também a pedido dele (namorado). Ele, supostamente, era bastante controlador, ciumento"
Daniel Rocha - Primo de Ana Carolina

Sogro tentou salvar jovem

Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, morta no Centro de Vitória
Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, morta no Centro de Vitória Crédito: Redes sociais 
O sogro de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos – morta a facadas em apartamento de um prédio no Centro de Vitória – arrombou a porta do imóvel para tentar salvar a estudante universitária nesta segunda-feira (15), quando o crime aconteceu. A informação consta no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar. O homem é pai do rapaz apontado como principal suspeito de assassinar a companheira.
No boletim da Polícia Militar consta a informação de que a guarnição foi acionada após um morador relatar que ocorria uma briga entre o casal na residência onde eles moravam.
Ao chegar no andar do apartamento, verificaram que a porta do apartamento havia sido arrombada. No corredor do imóvel, os policiais encontraram a jovem caída no chão e com o corpo coberto de sangue.
O pai do namorado da jovem declarou para os policiais que havia arrombado a porta para tentar salvar a vida da mulher do filho, mas quando abriu a porta não aguentou ver a cena e desceu desesperado para tentar localizar o filho. O homem relatou ainda que o filho está em tratamento psiquiátrico e que ele havia acompanhado o rapaz em uma consulta horas antes do assassinato.

Histórico de brigas

Vários vizinhos relataram para a Polícia Militar que o casal morava no prédio havia três meses e sempre presenciavam brigas do casal. Contaram ainda que outra guarnição esteve no local após uma briga dos dois. Os policiais envolvidos nessa ocorrência entraram em contato com a jovem, mas ela não quis dar prosseguimento a denúncia, alegando que havia ocorrido apenas um “bate-boca”.

Sobre o crime

Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, foi morta a facadas dentro de um apartamento na Rua Gama Rosa, no Centro de Vitória, por volta das 16h desta segunda-feira (15). Policiais ouvidos pelo repórter Eduardo Dias, da TV Gazeta, afirmaram que o principal suspeito do crime é o companheiro da vítima. O homem, que seria universitário, também de 24 anos, ainda não foi localizado pela Polícia Militar.
Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). "Até o momento, nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não serão divulgados, por enquanto", informou a corporação.
O corpo da vítima foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.
"A Polícia Civil destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181, que também possui um site onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas, o disquedenuncia181.es.gov.br. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas", finalizou o texto.
A corporação, em resposta a uma demanda da reportagem, não informou o nome do suspeito do crime.

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