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Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (29) que concluiu a investigação do ataque a uma escola de Jardim da Penha e que indiciou tanto o jovem de 18 anos, quanto o pai dele. O rapaz invadiu a unidade escolar armado com armas brancas.
O inquérito foi encaminhado à Justiça no último dia 16. No entanto, após encaminhamento ao Judiciário, o Ministério Público do Espírito Santo decidiu que não havia elementos suficientes para denunciar o pai do rapaz. O MPES denunciou apenas o ex-aluno por tentar contra a vida de cinco pessoas, sendo duas crianças de 10 anos, e por constranger uma sexta criança.
O pai foi indiciado pela
Polícia Civil por fraude processual. Isso porque, durante as investigações, testemunhas relataram que ele, que é policial militar, teria destruído o celular do filho. O suposto ato teria acontecido em frente à Delegacia Regional de Vitória, para onde o jovemfoi levado após a invasão à escola. No entanto, o aparelho nunca foi encontrado.
"Agora, o pai pode até responder se forem apresentados fatos novos", explicou a delegada Fernanda Diniz, que respondia pela Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) à época dos fatos (o caso ficou sob investigação da DHPM porque havia vítimas do sexo feminino).
O MPES denunciou o jovem por homicídio tentado quatro vezes, contra quatro pessoas adultas (artigo 121, §2º, incisos I, III e IV, c/c art. 14, II quatro vezes, Código Penal), por homicídio tentado contra uma menor de 14 anos (artigo 121, §2º, incisos I, III, IV e IX c/c art. 14, II) e ainda por constrangimento praticado contra uma sexta vítima, uma criança (art. 129, §7º e art. 146, §1º). Detido no dia do ataque, Henrique Lira Trad está, atualmente, preso no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Guarapari.