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Polícia rastreou

Fuzil apreendido com Marujo no ES é de fabricação italiana

Polícia rastreou o armamento e chegou ao país de fabricação do fuzil apreendido com Fernando Moraes Pimenta, o Marujo

Publicado em 20 de Maio de 2024 às 17:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mai 2024 às 17:58
Fuzil apreendido com Marujo
Fuzil apreendido com Marujo Crédito: Divulgação | Polícia Civil
No dia 8 de março deste ano, as forças de segurança do Espírito Santo conseguiram prender o criminoso número um na lista dos mais procurados do Estado: Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo. Ele foi encontrado em um esconderijo - uma espécie de bunker, na casa do pai, no bairro Bonfim, em Vitória.
O esconderijo de Marujo contava com tecnologia para abrir e fechar o espaço, onde ele guardava um cilindro de oxigênio para auxiliar a respiração e permanecia armado com um fuzil calibre .223.
Polícia Civil rastreou o fuzil apreendido com Marujo e chegou até o país onde ele foi produzido. Com base nesse rastreamento, Fernando Moraes foi indiciado por mais um crime, agora o de receptação.
O titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), delegado Daniel Belchior, explicou que as investigações começaram a partir do laudo da Polícia Científica, com base na apreensão do fuzil.
Apesar da arma estar com a numeração raspada, com o trabalho da perícia, foi possível identificar a numeração do fuzil.
“Nós conseguimos excluir qualquer possibilidade dessa arma ser legalizada e a partir daí iniciamos o rastreamento da arma em âmbito internacional, explicou.
"A gente conseguiu identificar que se tratava de uma arma fabricada na Itália, que foi importada por uma importadora do Paraguai, comprada por uma loja paraguaia e, posteriormente, vendida para um cidadão paraguaio e que acabou sendo apreendido na posse do investigado (Marujo)"
Delegado Daniel Belchior - Titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme)
Momento da prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo
Momento da prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo Crédito: SESP
Como a Polícia Científica conseguiu extrair a numeração do fuzil?
Mesmo com a numeração raspada, a Polícia Científica conseguiu revelar, através de um exame específico, o número da série do fuzil e também o importador.
Conforme explicou a chefe do Departamento de Balística Forense da Polícia Científica (PCIES), perita oficial criminal Fernanda Silveira, para isso foi usado um reagente químico.
“Um dos exames que a gente faz é a revelação de série suprimida em armas de fogo. A gente faz um ataque químico reagente e conseguimos revelar essa numeração. Nessa arma foi feito esse exame, foi revelado o número de série e a marca do importador. Com esses dados foi possível fazer o rastreio da arma”, explicou a perita oficial.
Marujo estava escondido no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, desde 2021, voltou em 2023 quando estourou a guerra com o Terceiro Comando Puro (TCP).
“Uma rota bem plausível é que a arma tenha chegado até o Rio de Janeiro via Mato Grosso e parado no Rio de Janeiro. Claro que a investigação vai ser feita pela Desarme, mas por todo esse tempo no Rio de Janeiro, ele pode ter trazido essa arma de lá. É o que é mais fácil de ocorrer, no Rio de Janeiro entram muitas armas”, destacou o superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Romualdo Gianordoli.
PCV após prisão de Marujo
Após a prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, Vitória viveu dias de tranquilidade e sem homicídios. No entanto, voltou a registrar assassinatos no mês de abril.
A guerra entre o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Primeiro Comando de Vitória (PCV), que estourou no ano passado, culminando na vinda de Marujo ao Espírito Santo e a sua prisão, parece ter se acalmado.
Com Marujo atrás das grades, novas lideranças do PCV surgiram.
“Vitória ficou praticamente um mês sem homicídios, depois a guerra voltou e agora parece que diminuiu de novo. Quanto às lideranças, o cenário ainda é pouco incerto. Parece que há um conjunto de lideranças ali (PCV) agora, pessoas crias do bairro, pelo menos umas quatro pessoas identificadas. E nós estamos trabalhando para conseguir os mandados de prisão contra esses indivíduos e prendê-los também”, disse o superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Romualdo Gianordoli.
No dia 29 de abril deste ano, Marujo foi enviado para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná. A colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta, informou que a transferência havia sido solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), e foi autorizada pela Justiça estadual. Ele embarcou no Aeroporto de Vitória em um avião da Polícia Federal. 
Antes de ser transferido para um presídio federal, Fernando Moraes estava na Penitenciária de Segurança Máxima 2, unidade destinada aos presos de maior periculosidade. A Justiça decidiu que ele ocuparia uma das 12 celas do chamado Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que estabelece regras mais rigorosas, ficando sozinho, com controle de visitas e monitoramento de entrevistas. 

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