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"Armas do zap"

Homem é preso suspeito de comercializar armas em app de mensagens no ES

Segundo a Polícia Civil, Gabriel Mateus das Neves, de 30 anos, postava  em grupos de vendas; o suspeito foi preso em Viana, no dia 13 de agosto

Publicado em 20 de Agosto de 2025 às 18:32

Lucas Gaviorno

Publicado em 

20 ago 2025 às 18:32
Gabriel Mateus das Neves, de 30 anos, foi preso suspeito de realizar comércio ilegal de armas em um aplicativo de mensagens
Gabriel Mateus das Neves, de 30 anos, foi preso suspeito de realizar comércio ilegal de armas em um aplicativo de mensagens Crédito: Divulgação/Sesp
Uma operação da Polícia Civil prendeu, em flagrante, um homem identificado como Gabriel Mateus das Neves, de 30 anos, suspeito de comercializar ilegalmente armas e munições em um aplicativo de conversas, por meio de fotos. A prisão dele aconteceu no dia 13 de agosto, no bairro Vila Bethânia, em Viana, sob posse de munições de escopeta calibre .12, além de um smartphone.
Segundo a PC, as investigações começaram após uma denúncia, informando que Gabriel realizava a comercialização ilegal, de revólveres e munições, anunciando em grupos de redes sociais. Os metadados mostraram que as fotos encontradas foram capturadas pelo próprio celular do suspeito. O delegado titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), Guilherme Eugênio Rodrigues, contou que havia muitas imagens de armas no aparelho de Gabriel. Além disso, ele explicou a diferença entre um comerciante de armas legal e ilegal.
"Quem oferece arma em grupo toma o cuidado de abrir e exibir a arma em todos os ângulos, em pequenos vídeos ou fotos postados nesses grupos. O que mais foi encontrado no celular dele são essas imagens produzidas para esse fim", explicou o delegado.
Armas que foram anunciadas no aplicativo
Armas que foram anunciadas no aplicativo e eram vendidas pelo homem preso pela polícia Crédito: Divulgação/Sesp
O delegado ainda disse que Gabriel não trabalhava com o comércio de armas em larga escala, e que essa não era a única atividade profissional do suspeito. "Ele promove a venda e entrega de cestas básicas de porta em porta. Eu pesquisei que, no Brasil, algumas pessoas se dedicam a aquisição de gêneros alimentícios, a montagem de cestas básicas e a venda desses produtos por um preço obviamente maior, para pessoas que não se dispõem ou não conseguem ir até um um supermercado. Essa atividade que certamente favorece, aumenta a capilaridade dos negócios dele", explicou.
Além disso, a polícia descobriu que o suspeito comprava e vendia muitos produtos na internet, até os mais improváveis. "A gente observa que além das armas, ele tem registro de de compra e venda de de quase tudo. Vi ele vender cavalo, carreta de food truck", contou.
O delegado ainda contou que as armas vendidas de forma ilegal, costumam ser bem mais caras que as vendidas de forma legal, podendo ser o dobro do valor original. "A maioria das armas apreendidas pelas polícias, uma vez que empregadas em crime, foi adquirida legalmente, e posteriormente desviada para o crime. São pessoas que são tidas como de bem, que compram essa arma e muitas vezes registram uma ocorrência falsa de roubo e furto, sendo repassadas para criminosos".
Os grupos online de vendas eram para a comercialização de diversos produtos, e não somente armas. Estes são chamados de "bazar", que são contas de uma rede social onde o comércio de produtos ilegais ocorre. "Moto roubada, bicicleta roubada, tudo que eu trabalhei com receptação na vida, todas as vezes que eu trabalhei com é esse tal bazar que viabiliza a venda", pontuou o delegado. Além disso, foi descoberto pela polícia que Gabriel é um "armeiro apaixonado por armas".

Preso em casa

Gabriel foi preso em casa, no bairro Vila Bethânia, em Viana, no dia 13 de agosto. O delegado contou que o suspeito já estava acostumado a ser preso pelo crime de posse ilegal de arma, pois para acessar o celular dele, era necessária uma ordem judicial, que só foi concedida nesta operação. A polícia ainda contou que a família chegou ao local, já com o dinheiro da fiança, possivelmente vindo da venda ilegal das armas.
O homem foi preso de forma preventiva e ainda será denunciado no Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Agora, a Polícia Civil busca encontrar os compradores do material ilegal, que vai ser descoberto após a perícia feita no celular de Gabriel.
A reportagem tenta localizar a defesa e o espaço segue aberto para um posicionamento.

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