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Crime

Idoso é resgatado em condição análoga à de escravo em Presidente Kennedy

Vítima, de 71 anos, não recebia salário fixo e vivia em condições precárias de moradia há 15 anos em propriedade rural na região de Pedra Branca

Publicado em 02 de Junho de 2023 às 10:44

Sara Oliveira

Publicado em 

02 jun 2023 às 10:44
O resgate foi na última quarta-feira (31)
O resgate foi na última quarta-feira (31) Crédito: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil flagrou um idoso de 71 anos sendo mantido em condições análogas à escravidão em Presidente Kennedy, Sul do Estado. O resgate foi em uma propriedade rural localizada em Pedra Branca, zona rural do município e, segundo a corporaçãol, a vítima trabalhava há 15 anos para a família sem receber salário fixo, em condições precárias de moradia e sem alimentação adequada. O resgate ocorreu na última quarta-feira (31) e o caso será encaminhado para investigação da Polícia Federal.
O resgate foi feito após o acionamento do Disque Denúncia 181. Segundo a Polícia Civil, a vítima trabalhava sem fornecimento de alimentação adequada e o filho do dono da propriedade, considerado suspeito, ainda retinha os documentos pessoais do idoso para receber um benefício previdenciário.
A vítima ainda foi encontrada com uma lesão no tornozelo direito há quinze dias, sem o devido atendimento médico. Em oitiva na delegacia, ele disse que informou ao dono da propriedade sobre a lesão, mas ele não disponibilizou atendimento médico.
O resgate foi na última quarta-feira (31)
O idoso foi encontrado em condições precárias de moradia. Crédito: Divulgação/Polícia Civil
O idoso também relatou que nesses 15 anos de trabalho, só recebia determinado valor para sobreviver, sem um salário fixo. Após acionamento da Secretaria de Assistência Social de Presidente Kennedy, o homem foi levado para a casa de um familiar e recebeu atendimento assistencial.
O suspeito e seu pai não foram encontrados na propriedade, nem na residência deles na sede do município, mas foram intimados por meio de um familiar a comparecer na Delegacia. Tanto o pai quanto o filho foram ouvidos nessa quinta-feira (1).
Em relação aos serviços prestados, os dois disseram que a vítima não trabalha para ele, mas estaria morando na propriedade do pai após ter sido abandonado pela família. Já em relação aos benefícios previdenciários, o filho alegou que estava em posse dos documentos porque foi ele quem conseguiu o benefício para a vítima que, segundo ele, não teria controle das finanças.
Como não houve prisão em flagrante, o suspeito foi liberado. A investigação será encaminhada à Polícia Federal que tem atribuição para investigar o crime de trabalho em condição análoga à escravidão.
Procurada, A PF informou que ainda não recebeu o caso.

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