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Estado de saúde

Jane Cherubim: equipe médica e família comemoram recuperação

Jane está internada há quatro dias; "Quadro ainda é assustador, mas está 70% melhor de quando deu entrada", diz médico

Publicado em 08 de Março de 2019 às 22:22

Publicado em 

08 mar 2019 às 22:22
Jane Cherubim está se recuperando na Casa de Caridade de Carangola Crédito: Beatriz Caliman
A família da vendedora Jane Cherubim, de 36 anos, espancada na última segunda-feira (4) e deixada em uma rodovia na localidade de Pedra Menina, interior de Dores do Rio Preto, na região do Caparaó, comemora a melhora do estado de saúde da vítima. O agressor e namorado da vendedora, Jonas Amaral, de 34 anos, permanece foragido da Justiça.
Internada há quatro dias no Hospital Casa de Caridade de Carangola, no interior de Minas Gerais, a vendedora gravou no quarto um vídeo curto, exibido no telejornal Jornal Hoje nesta sexta-feira (8). “Era tudo flores e acabou nisso. Acabou nisso aqui”, disse a vendedora Jane, que também transmitiu uma mensagem, por meio do irmão Salvador Cherobin da Silva, no Dia Internacional da Mulher.
Disse uma mensagem simples, de improviso, que as mulheres não confiem totalmente nos homens. Fui tratada como uma rosa e espancada covardemente depois, foram as palavras dela
Salvador Cherobin, irmão de Jane
O corpo clínico está surpreso com a evolução no quadro da paciente. “Hoje chorei ao vê-la. Uma mistura de emoções. De felicidade em vê-la melhorando, mas quando fecho os olhos vem a imagem dela no asfalto e ainda estamos sem resposta. Esperamos por Justiça, pela condenação, que pague pelo erro que fez”, disse Salvador.
Ao lado de uma força tarefa de apoio da família, Jane segue internada sem previsão de alta médica. O médico e representante administrativo do hospital, José Anchieta de Oliveira, contou que conversou com Jane na manhã desta sexta-feira (8), mas ela prefere não expor detalhes de seu tratamento.
“Hoje, o quadro dela ainda é assustador, mas está 70% melhor do que quando deu entrada. Menos inchada, ela já fala e se alimenta, está recebendo atendimento multidisciplinar. Eu, particularmente, tenho quatro filhas e fiquei muito abalado”, afirma.
Jane Cherubim: equipe médica e família comemoram recuperação
O enfermeiro-chefe, Anazir Junior Soares Portilho, estava no plantão no dia em que Jane chegou à unidade, encaminhada pelo Samu. “Ela está muito abalada psicologicamente. Mas a melhora física foi grande. Agora, toma antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios. É uma satisfação ver como está agora”.
LEMBRANÇAS
Com a evolução no estado de saúde, o irmão Salvador afirma que Jane relembra fatos da cena do crime que serão repassados à polícia. “Ela se recorda de tudo, detalhes que antes sussurrou. Foi uma barbárie. Ele já tinha decisão tomada quando saiu com ela de carro. A medida que ele ia ganhando velocidade, falou que agora ele ia tirar aquela foto com ela. Quando chegou ao local, começou a agredir. Que até um ponto aguentou, mas depois desmaiou”, revelou o irmão.
Jane Cherubim, espancada, torturada e abandonada em uma estrada na região do Caparaó, Espírito Santo. As imagens foram cedidas pela família Crédito: Reprodução/Arquivo Pessoal
Na quinta-feira (7), a vendedora se levantou da cama e se viu pela primeira vez no espelho. “Minha mãe estava com ela neste momento, e perguntou: 'Mãe, o que fizeram comigo?', e chorou muito. Foi um momento muito triste”, disse.
CIDADE EM CHOQUE
Ao lado da cidade mineira de Carangola, a pacata Espera Feliz, que tem pouco mais de 24 mil habitantes, está chocada com o crime sofrido pela vendedora Jane. A violência aconteceu na madrugada. Jane ficou desacordada e ainda foi arrastada até o meio da pista, uma distância de aproximadamente 35 metros. Os irmãos de Jane se reuniram para localizá-la e após duas horas a encontraram.
As rodas de conversas da cidade rodeiam sobre a violência cometida por Jonas Amaral. 
Jonas Amaral, acusado de agredir a namorada Jane Cherubim, em Dores do Rio Preto Crédito: Reprodução/Instagram
Os moradores querem justiça. “Horrível isso. Tem que pegar ele logo e que ele pague por isso. Moro aqui há três anos na cidade e não se fala em outra coisa”, afirma o eletricista Cláudio Antônio Gomes.
Difícil acreditar na história cruel com pessoas próximas. A manicure Claudiana da Silva Barcelos diz que conhece o agressor há anos. “Conheço ele desde quando foi casado. Fiquei bem triste com essa história. Um dia aparece a moça espancada no Rio e agora um caso parecido aqui. É revoltante”, comentou.

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