Nove meses após o
ataque a uma escola de Jardim da Penha, em Vitória, acontece nesta sexta-feira (19) a audiência de instrução e julgamento do jovem de 18 anos, ex-aluno que invadiu a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Éber Louzada Zippinotti com armas brancas. Durante a audiência, a juíza substituta Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage vai ouvir testemunhas do fato, como as vítimas, e o perito criminal que atuou no caso.
O advogado Homero Mafra, que representa a defesa do jovem, conversou com a reportagem de A Gazeta no final da manhã desta sexta-feira (19). "Já foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, de um total de 18", explicou, na ocasião.
A audiência foi paralisada por volta de 12h para o almoço e é retomada às 13h. Mafra explicou que ainda será marcada uma nova data para a continuação da audiência, que é quando deve ocorrer o interrogatório do réu. O rapaz se encontra preso.
A
Polícia Civil concluiu a investigação do ataque a uma escola de Jardim da Penha em setembro do ano passado e indiciou tanto o jovem de 18 anos, quanto o pai dele.
O inquérito foi encaminhado à Justiça no dia 16 de setembro. No entanto, após encaminhamento ao Judiciário, o Ministério Público do Espírito Santo decidiu que não havia elementos suficientes para denunciar o pai do jovem. O MPES denunciou apenas o ex-aluno por tentar contra a vida de cinco pessoas, sendo duas crianças de 10 anos, e por constranger uma sexta criança.
O pai foi indiciado pela
Polícia Civil por fraude processual. Isso porque, durante as investigações, testemunhas relataram que ele, que é policial militar, teria destruído o celular do filho. O suposto ato teria acontecido em frente à Delegacia Regional de Vitória, para onde o jovem foi levado após a invasão à escola. No entanto, o aparelho nunca foi encontrado.
"Agora, o pai pode até responder se forem apresentados fatos novos", explicou a delegada Fernanda Diniz, que respondia pela Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) à época dos fatos (o caso ficou sob investigação da DHPM porque havia vítimas do sexo feminino).
O MPES denunciou o jovem por homicídio tentado quatro vezes, contra quatro pessoas adultas (artigo 121, §2º, incisos I, III e IV, c/c art. 14, II quatro vezes, Código Penal), por homicídio tentado contra uma menor de 14 anos (artigo 121, §2º, incisos I, III, IV e IX c/c art. 14, II) e ainda por constrangimento praticado contra uma sexta vítima, uma criança (art. 129, §7º e art. 146, §1º).
Detido no dia do ataque, o jovem de 18 anos está, atualmente, preso no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Guarapari.