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Feminicídio na Serra

Mãe de acusado se jogou na frente da nora para impedir morte na Serra

Dona de casa contou que tentou, por diversas vezes, impedir que o filho fizesse algo contra a vítima. Ela viu a jovem ser assassinada, enquanto segurava o filho da vítima no colo

Publicado em 17 de Julho de 2019 às 19:01

Publicado em 

17 jul 2019 às 19:01
Rosália Soares da Silva, mãe de Willian, fala como o filho assassinou a namorada Carla Cristina a facada em São Marcos, Serra Crédito: Bernardo Coutinho
A cena da nora sendo esfaqueada dificilmente vai ser esquecida pela dona de casa Rosalina Soares da Silva, 52 anos. Ela viu o próprio filho, William Douglas Soares Rodrigues, 28, matar a namorada, Carla Cristina Rangel Rodrigues, 25, na madrugada desta quarta-feira, em São Marcos II, na Serra.
Rosalina ainda tentou impedir o filho de cometer o crime, mas não conseguiu. Para a mãe, William já estava decidido a matar a namorada, tanto que deixou escondido na cintura o canivete usado no crime.
Desolada, ela contou como foram os últimos momentos com Carla, os apelos que fez para o filho e descreveu o passo a passo do crime.
Celular
"Os dois estavam dentro da minha casa quando começaram a discutir. Não sei exatamente o por quê da briga, mas deve ter sido pelo mesmo motivo de sempre: ciúmes. Ele sempre foi muito possessivo com ela. Sei que viu algo no celular dela que não gostou. O William queria controlar a vida dela."
Madrugada
"Não faço muito ideia do horário, mas a discussão foi até de madrugada. Brigaram dentro do quarto dele, ele dorme em um cômodo que fica no andar debaixo da casa. Acredito que era umas 3
horas, quando pedi a eles para não brigarem mais. Falei com ele que para descer, deixar a raiva passar que conversassem no dia seguinte e terminasse o namoro de uma vez. Ele saiu. Mas, voltou depois."
William Douglas Soares Rodrigues, 28, é acusado de matar a namorada, Carla Cristina Crédito: Reprodução
Conversar
"A porta estava trancada e ela estava comigo, no meu quarto. O bebê estava dormindo. Ele voltou e o pai abriu a porta, o William disse que queria apenas conversar. Meu marido me chamou e eu abri a porta, quando vi, ele já estava na sala. Ele pegou ela pelo braço, para tirá-la de dentro de casa. Eu disse que não. Ela também não queria ir, estava com medo."
Rua
"Foi muito rápido, ele foi descendo as escadas com ela pelo braço e dizendo o tempo todo que só queria conversar. Eu chamei meu marido para ir atrás, sabia que algo ruim poderia acontecer. Ela não queria ir, estava assustada."
Transtornado
Ele estava totalmente transtornado, não o reconheci daquele jeito.
Rosália Soares da Silva, mãe de Willian
Bebê
"Meu neto acordou com a confusão e começou a chorar. Corri no quarto e o peguei no colo. Depois, saí correndo atrás dos dois."
Apelos
"Ele saiu pela rua afora, abraçado com ela. Não queria soltá-la. E eu atrás, implorando para ele não fazer nada e deixar a Carla voltar. Ela dizia para mim: ‘Rosa, eu não quero ir, por favor’."
Puxões
"Chegando no final da rua, eu puxei o braço dela para soltá-la, sempre dizendo: ‘meu filho, para com isso. Deixa ela ir’. Eu puxava ela de um lado e ele a puxava do outro."
Golpe
Canivete usado pelo assassino Crédito: Polícia Civil
"Foi quando ele pegou o canivete que estava escondido na cintura e cravou no peito dela. Um golpe só. Foi tudo muito rápido, não tive tempo de impedir. Não vi o canivete com ele em momento nenhum."
Na frente
"Quando vi a cena, me joguei na frente dela. Se não tivesse feito isso, ele iria acertá-la de novo. Ela caiu e ficou no chão. Chamamos socorro, mas ela não deu tempo.Depois de fazer isso, ele fugiu correndo feito um louco e não o vi mais."
Pai
"Quando meu marido soube o que tinha acontecido, saiu com um cabo de vassoura na mão para bater no William. Ele ficou muito revoltado."
Dor
"Estou arrasada. Primeiro que não criei filho para agir assim, pra matar ninguém. Ela era uma menina muito boa. De uns tempos pra cá eu não o reconhecia mais. Mudou totalmente, sempre nervoso. Eu imagino a dor que a mãe dela está sentindo e saber que esse sofrimento foi causado pelo meu filho, me arrasa ainda mais."
Prisão
William Douglas Soares Rodrigues na delegacia Crédito: Polícia Civil
"Ele tem que pagar pelo que fez, assumir a consequência dos atos dele. Não respeitou ninguém, nem a companheira dele, nem o filho e nem a família."

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