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Levantamento

Mais da metade dos assassinatos no ES em 2019 não foram esclarecidos

Apenas 49% dos crimes ocorridos no Espírito Santo naquele ano tiveram ao menos um agressor denunciado pelo Ministério Público, segundo dados do Instituto Sou da Paz.

Publicado em 04 de Agosto de 2022 às 07:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 ago 2022 às 07:09
Menos da metade dos assassinatos praticados em 2019 no Espírito Santo foram esclarecidos, revelou um estudo publicado nesta terça-feira (2). Do total de mortes intencionais registrado no ano no Estado, apenas 49% geraram denúncia à Justiça até final de 2020. Os demais, continuam sem resposta.
O levantamento é do Instituto Sou da Paz, que analisou dados de 18 Estados brasileiros e do Distrito Federal. A metodologia considera esclarecido um assassinato que tenha resultado em ação penal até o fim do ano seguinte, ou seja, quando a investigação identificou um suspeito que foi levado à Justiça.
Apesar da falta de respostas em mais da metade dos assassinatos praticados em 2019, o Espírito Santo apresentou um aumento contínuo no esclarecimento destes crimes, estabilizando em 49% em 2018 e 2019, detalhou o instituto.
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde casos de assassinatos são investigados Crédito: Carlos Alberto Silva
Comparado com os demais Estados brasileiros, o Espírito Santo ficou na sexta posição no esclarecimento de assassinatos, atrás de Acre, Amapá, Bahia, Ceará e Distrito Federal.
Questionada sobre o resultado do estudo, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo (Sesp) respondeu que os casos que ainda não haviam sido respondidos seguiam em andamento nas Delegacias de Homicídio e Proteção à Pessoa todo o estado.
A secretaria disse que essas delegacias são estruturadas e recebem investimentos constantes do governo com objetivo de aumentar ainda mais a produtividade e justificou que, com o passar do tempo, os dados vão se alterando, aumentando a resolutividade.

APAGÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE RAÇA E COR

O estudo, realizado desde 2017, foi feito a partir de dados disponibilizados pelo mpes">Ministério Público do Espírito Santo. Nesta edição, pela primeira vez, foram solicitados aos estados informações complementares a respeito do sexo, idade e raça e cor das vítimas.
Apesar de o Estado capixaba ter contribuído para o cálculo do indicador de esclarecimento dos assassinados, ele não enviou dados sobre o perfil das vítimas.
Para a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, o apagão de dados a respeito da raça e cor das vítimas é preocupante. “A ausência desses dados evidencia que as instituições do sistema de Justiça responsáveis pelo processamento de um homicídio desconsideram a relevância dessas informações para o aprimoramento da sua atuação”.
O mpes">Ministério Público do Espírito Santo foi procurado para comentar o resultado do estudo. Assim que houver retorno, este texto será atualizado.
*Com informações de Viviann Barcelos, do G1ES

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