Mais de 60 celulares são bloqueados por dia no ES devido a roubos e furtos
Informações pessoais, contas bancárias, contatos e tantos outros dados pessoais. Um celular pode conter muita informação e para quem tem o aparelho, o medo de perder o objeto faz parte do cotidiano em meio à violência.
E não é para menos: casos de celulares roubados ou furtados são recorrentes. Somente em 2022, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), através do Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI), bloqueou cerca de 64 aparelhos por conta de furto/roubo a cada dia no ES.
No total, foram 21.725 bloqueios. Um aumento significativo em relação a 2021, quando foram realizados 18.111 bloqueios no Estado.
O CEMI foi criado em 2000 para que operadoras de telefonia possuíssem um banco de dados que mostrasse quais eram os celulares que não deveriam ser usados.
Os bloqueios foram solicitados por um órgão de segurança pública, após registro policial, por um indivíduo que teve o celular furtado ou roubado, ou por comerciante, distribuidor ou fabricante que teve uma carga de aparelhos celulares roubados.
De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), em 2022, foram registrados 25.535 roubos/furtos de aparelhos telefônicos, sendo 17.136 roubados e 8.399 furtados.
A diferença entre os dados da Sesp e os da Anatel pode ser explicado. Segundo a agência, há casos de vítimas que não solicitam o bloqueio do aparelho ou o pedido é feito diretamente para a operadora.
Dados
A via pública foi o local onde mais ocorreram os roubos e furtos de telefones, com 14.654 ocorrências em 2022, seguido de comércio (2.669), de dentro do veículo (2.276) e residência (2.112).
No Estado, aSerra foi o município que mais registrou furtos/roubos de telefone em 2022, sendo 6.097. Em seguida aparecem Vila Velha (4.947), Cariacica (4.378) e Vitória (3.498).
Celular roubado/furtado, o que fazer?
Quem tem o aparelho roubado, pode solicitar o bloqueio do equipamento à operadora móvel, por meio da central de atendimento ou diretamente nas delegacias.
Após esta solicitação, o IMEI (número de identificação único do celular) será inserido em uma base de dados nacional de aparelhos irregulares e será impedido de acessar as redes móveis nacionais.
Como descobrir o IMEI:
Não é necessário ter o IMEI para bloquear o celular, essa etapa pode ser realizada com as operadores através dos dados pessoais. Mas ter o código pode facilitar o processo de bloqueio e ser fundamental para que a polícia rastreie o aparelho.
Em outubro do ano passado, o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, orientou que vítimas de furto/roubo de celulares registrassem um boletim de ocorrência para que fosse possível encontrar o aparelho e, em caso de recuperação do mesmo, fosse possível devolver a vítima.