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Entenda o processo

Morte de adolescente em Pedro Canário: o que aconteceu com os outros PMs?

Além do agente absolvido, outros quatro estavam na ocorrência policial, no entanto, não responderão na esfera criminal, somente na militar

Publicado em 27 de Agosto de 2025 às 14:48

Vinicius Zagoto

Publicado em 

27 ago 2025 às 14:48
Além do ex-policial Thafny da Silva Fernandes, outros quatro policiais estiveram na ação que resultou na morte do adolescente Carlos Eduardo Rebouças Barros, de 17 anos, em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo, em 2023. Thafny foi absolvido na última sexta-feira (22), mas os outros agentes não foram julgados no mesmo dia, o que levantou dúvidas sobre o que teria ocorrido com eles ao longo do processo criminal.
Quem são os policiais que estiveram na ação que levou à morte do adolescente:
  1. Thafny da Silva Fernandes - Cabo (Desligado)
  2. Leonardo Jordão da Silva - Cabo (Ativo)
  3. Samuel Barbosa da Silva Souza - Cabo (Ativo)
  4. Tallisson Santos Teixeira - Cabo (Ativo) 
  5. Wanderson Gonçalves Coutinho - Cabo (Ativo)
O advogado Marcio Bezerra, que atua na defesa de Thafny, explicou que, logo após a morte do adolescente, defendeu todos os outros quatro militares. “Demonstramos na auditoria militar e para o delegado que eles nada tinham a ver com o caso”, declarou.
Dessa forma, o delegado responsável pela investigação pediu o arquivamento do caso em relação a Leonardo, Samuel, Talisson e Wanderson. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) acatou a solicitação. A medida fez com que os quatro policiais não continuassem a responder na esfera criminal, somente na militar.
Em nota, o MPES confirmou que somente Thafny foi indiciado pelo homicídio. Destacou ainda que os fatos relacionados aos demais policiais militares que participaram da ocorrência foram apurados pela Corregedoria da Polícia Militar, sob fiscalização do órgão ministerial, considerando a qualidade de policial militar dos envolvidos. 
Esses policiais já foram alvo de punições administrativas na corporação e denunciados pela Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar pelos crimes de falsidade ideológica, fraude processual e inobservância de regulamento. O caso segue em tramitação, e o MPES atua pela condenação dos réus, nos termos da ação penal ajuizada.
Quem já teve a condenação estabelecida foi  Thafny, que terminou sendo expulso da Polícia Militar em 21 de agosto, um dia antes do julgamento. A defesa do ex-policial afirmou que mesmo após conseguir absolvê-lo na esfera criminal não pretende entrar com uma ação para reverter o que foi decidido no âmbito militar.

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