Uma mulher apontada como uma das principais lideranças do Primeiro Comando Puro (PCC) no Espírito Santo foi presa na tarde de segunda-feira (4), na zona rural de Pedro Canário, no Norte do Estado. Maria Sônia Linhares, de 44 anos, estava foragida desde a última quinta-feira (30), quando foi alvo da Operação Irmãs, coordenada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Segundo apuração da TV Gazeta, a ação teve como alvo 10 mulheres investigadas por participação na facção criminosa. Maria Sônia era uma das investigadas e conseguiu fugir antes do cumprimento do mandado de prisão após, de acordo com a polícia, descobrir que seria alvo da operação.
Após dias escondida na casa de parentes, em área rural, ela foi localizada a partir de informações de inteligência. A prisão foi realizada por equipes da Polícia Militar e da Polícia Penal. “Os informantes trouxeram uma possível residência de uma parente. Quando houve o cruzamento dessas informações, a gente chegou nesse alvo”, explicou o major Bergamin, subcomandante do 13º Batalhão.
De acordo com a polícia, a suspeita ocupava uma posição estratégica dentro da organização criminosa, com atuação na ala feminina. “Ela estaria classificada entre as mais importantes do PCC no Estado”, afirmou o oficial.
Durante a abordagem, Maria Sônia se entregou e, em depoimento, confessou participação no tráfico de drogas, relatando o transporte de grandes quantidades.
O diretor-geral da Polícia Penal, José Franco Morais Júnior, destacou o papel das mulheres no crime organizado. “Elas fazem uma série de movimentações de drogas, seja do lado de fora, seja para o interior das unidades prisionais, o que impacta diretamente na atuação das facções”, disse.
Após a prisão, Maria Sônia foi levada para a Delegacia Regional de São Mateus, onde teve o mandado cumprido, e depois foi encaminhada ao sistema prisional.