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Irmãs envolvidas

Mulher é presa acusada de tramar morte do sobrinho por seguro de vida no ES

Rosália Rosa dos Santos Coutinho Silveira, de 58 anos, foi localizada em Viana, na última quinta-feira (12); caso pelo qual ela estava sendo procurada ocorreu em 2002

Publicado em 13 de Junho de 2025 às 12:02

Júlia Afonso

Publicado em 

13 jun 2025 às 12:02
DML
Rosália Rosa dos Santos Coutinho Silveira passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), na manhã desta sexta-feira (13)  Crédito: Carlos Alberto Silva
Uma mulher de 58 anos foi presa em Canaã, Viana, acusada de envolvimento em uma trama ocorrida há anos: a morte do sobrinho, arquitetada com a irmã dela, mãe do rapaz. Tudo teria começado devido a um seguro de vida de R$ 82 mil. A prisão de Rosália Rosa dos Santos Coutinho Silveira ocorreu na última quinta-feira (12).
Para entender essa história, é preciso voltar muitos anos: no dia 3 de abril de 1999, Luiz Christ Primo foi morto a facadas às margens da BR 262, na localidade de Santa Isabel, em Domingos Martins, na Região Serrana do Estado. Luiz era casado com Carmen dos Santos Coutinho Christ, irmã de Rosália.
Segundo consta em processo disponível no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a morte de Luiz teria sido encomendada pela própria esposa, Carmen, que queria um seguro de vida dele no valor de R$ 82 mil.
Em reportagens que circularam na época, Carmen chegou a ser inocentada pelo caso, em 2014. Mas o processo continuou correndo. Em 2021, por exemplo, ela estava presa, preventivamente, por conta da investigação referente à morte de Luiz.

Filho descobriu e foi morto

Conforme descrito no processo no TJES, o filho de Carmen, Juliano Luis Christ, descobriu que a mãe e a tia estariam envolvidas na morte do pai. Ele ameaçou denunciar as duas, o que gerou uma briga familiar. Em certa ocasião, Carmen teria declarado para o filho que ele teria o mesmo destino do pai. 
No dia 21 de dezembro de 2001, Juliano, com 20 anos na época, foi alvo de um ataque a tiros em Canaã, Viana. Ele estava dirigindo quando teve o carro emparelhado por outro, com dois ocupantes. Os criminosos perguntaram se ele era Juliano e, com a confirmação, abriram fogo. A vítima foi socorrida e levada para um hospital.
Após receber alta, Juliano foi se hospedar no sítio da mãe, na zona rural de Marechal Floriano. Lá, no dia 2 de janeiro de 2002, ele foi assassinado. Segundo as investigações, tanto o atentado quanto a morte teriam sido encomendados pelas irmãs Carmen (mãe de Juliano) e Rosália (tia de Juliano), como queima de arquivo. 

Morte de outro marido

Outro caso envolvendo as duas irmãs também aparece no TJES, anos mais tarde. À época, Carmen estava casada com João Eduardo Dittrich. No dia 13 de março de 2010, em Areinha, Viana, João foi dopado, dentro da própria casa, amarrado, enrolado em um lençol e levado até Biriricas, em Domingos Martins. Lá, ele foi jogado no Rio Jucu e morreu. 
Conforme consta no processo, Carmen e Rosália teriam dopado João. Tudo porque o homem descobriu que as duas estavam efetuando saques da conta dele, sem autorização, e também devido à venda da residência em que o casal vivia. Na ocasião, o filho da vítima disse que Carmen e João estavam juntos havia cerca de oito anos.

Mandado de prisão

Na última quinta-feira (12), a Justiça expediu mandado de prisão para as duas irmãs, pelo caso da morte de Juliano. No documento, consta que a pena restante é de 14 anos, e que deve ser cumprida em regime fechado.  
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Rosália deu entrada no Centro Prisional Feminino de Cariacica nesta sexta-feira (13). Já Carmen não foi presa. 
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa de Carmen e Rosália e deixa este espaço aberto para manifestações.

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