O caso de Tatiana de Jesus Ferreira, de 40 anos, que havia desaparecido na tarde de terça-feira (9) após embarcar em um ônibus do Sistema Transcol, em Jardim Carapina, na Serra, teve uma reviravolta nesta quinta-feira (11). Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, a mulher foi presa suspeita de furtar diversos itens de uma loja de um shopping de Vila Velha.
COMO O CASO COMEÇOU
Tatiana de Jesus Ferreira foi dada como desaparecida pela família após embarcar em um ônibus da linha 826, que liga o bairro Jardim Carapina ao Terminal de Carapina, na Serra, na terça-feira (9). Segundo familiares, a mulher de 40 anos saiu de casa por volta de meio-dia com destino à Avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha, para fazer compras.
Sem notícias de Tatiana, a família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil devido ao desaparecimento dela e também a procurou em hospitais da região e no Instituto Médico Legal (IML). Parentes também procuraram a imprensa para que fosse divulgado o pedido de ajuda para encontrá-la.
Na tarde desta quinta-feira (11), o filho de Tatiana entrou em contato com a reportagem de A Gazeta e informou que a mãe havia sido encontrada. Segundo ele, a mulher estava bem, mas havia passado por um surto e foi encontrada em uma área rural de Vila Velha.
A REVIRAVOLTA DO CASO
Ainda na tarde desta quinta-feira (11), a Polícia Civil, que já investigava o desaparecimento de Tatiana, informou, em nota, que a mulher havia sido detida em flagrante pela Polícia Militar, suspeita de furtar diversos itens de uma loja em um shopping de Vila Velha, em um valor estimado de R$ 1,5 mil. Ela foi detida e encaminhada à Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi autuada em flagrante por furto e encaminhada ao presídio.
Em audiência de custódia, realizada posteriormente à prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória a Tatiana, sem pagamento de fiança. Na decisão, também foi solicitado que ela fosse conduzida para avaliação e acompanhamento biopsicossocial junto a um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e encaminhada à Central de Egressos do Sistema Prisional, para que ela possa se inserir em atividades e cursos profissionalizantes.
O QUE DIZ A DEFESA
Responsável pela defesa de Tatiana, a advogada Fabiana Oliveira afirmou que a cliente sofre de depressão, mas não tem o quadro acompanhado nem faz uso de medicamentos. "Estamos lidando com uma doença emocional e mental, e as pessoas precisam se compadecer e não acusar", defendeu.
"O furto aconteceu no próprio dia do desaparecimento (9), de forma proposital. Devido ao esgotamento mental, ela cometeu o crime para ser presa, no intuito de fugir de um ambiente na qual ela não estava se sentindo bem. No entanto, a família só soube da prisão na tarde dessa quinta-feira (11)", detalhou.
De acordo com a advogada, Tatiana já deixou o presídio em Bubu. "Em relação às determinações que foram feitas na audiência de custódia: ela vai responder pelo crime perante a lei e já está com a família, que está providenciando o tratamento. Esse foi um caso isolado, que nunca tinha acontecido", concluiu.
Atualização
12/08/2022 - 1:31
Após ser procurada na quinta-feira (11), a defesa de Tatiana entrou em contato com a reportagem nesta sexta-feira (12) e falou sobre o caso da cliente. O texto foi atualizado.