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Em Vila Velha

O que se sabe sobre caso de mulher mantida em cárcere e torturada em Itapuã

Vítima de 37 anos foi encontrada amarrada a um colchão com um cinto, nua, com ferimentos pelo corpo e coberta por fezes

Publicado em 23 de Abril de 2026 às 09:22

Júlia Afonso

Publicado em 

23 abr 2026 às 09:22
Vítima foi encontrada amarrada a um colchão com o uso de um cinto, nua, com ferimentos pelo corpo e coberta por fezes
Vítima foi encontrada amarrada a um colchão com o uso de um cinto, nua, com ferimentos pelo corpo e coberta por fezes Reprodução

Amarrada a um colchão com um um cinto, nua, ferida, coberta por fezes, desorientada e sem conseguir se mover direito. Foi assim que uma mulher de 37 anos foi encontrada dentro de uma casa no bairro Itapuã, em Vila Velha, no domingo (19). Segundo a Polícia Civil, ela estava sendo torturada e mantida em cárcere privado por um casal, que foi preso


Veja, abaixo, tudo o que se sabe sobre esse crime chocante. 

Onde a vítima estava

A mulher foi localizada em um quarto, amarrada a um colchão com um cinto, completamente nua, com ferimentos pelo corpo e coberta por fezes. Policiais que encontraram a vítima relataram que um forte odor se espalhava por toda a residência. Na casa também havia um alicate do tipo corta-fio, que teria sido utilizado para agredi-la.

Quarto onde vítima foi encontrada estava com forte odor de fezes
Quarto onde vítima foi encontrada estava com forte odor de fezes Reprodução

Como ela foi encontrada

A mulher foi localizada após um professor de Educação Física de 43 anos ser chamado por Nilo Perovano Ferreira, de 40 anos, para ir até o local. Segundo apuração da TV Gazeta, os dois estavam bebendo em um bar quando Nilo disse que uma colega dele havia caído e não estava movimentando as pernas, por isso, pediu ajuda.


Ao chegar ao local, Nilo teria solicitado ao professor que limpasse a vítima, afirmando que não conseguiria fazer a limpeza. Nilo também informou que havia agredido a mulher com um alicate, atingindo o corpo dela com violência, o que teria feito com que a vítima não conseguisse mais movimentar as pernas.


O professor ficou desesperado com a situação e tentou pedir socorro, mas foi impedido. Segundo a Polícia Militar (PM), ele foi agredido, teve o celular quebrado e foi empurrado escada abaixo, quando acabou ferindo a cabeça. Mesmo assim, ele conseguiu acionar a corporação.

Polícia foi acionada e flagrou a situação

Ao chegarem ao endereço indicado, os militares encontraram Nilo e a namorada, Lorrane Martins dos Santos, de 30 anos, em frente à residência. Inicialmente, o casal negou o crime, alegando que o desentendimento com o professor teria ocorrido porque o homem tentou beijar Lorrane à força. 


No entanto, os policiais desconfiaram da situação devido ao estado físico do professor e ao forte odor de fezes vindo do local, e entraram no imóvel. Os militares também disseram ter ouvido um gemido vindo de dentro da casa. 

Alicate apreendido pode ter sido usado nas agressões

Alicate do tipo corta-fio foi apreendido e teria sido utilizado para agredir a vítima
Alicate do tipo corta-fio foi apreendido e teria sido utilizado para agredir a vítima Reprodução

No apartamento, a polícia apreendeu um alicate do tipo corta-fio, que teria sido utilizado para agredir a mulher.


Nilo admitiu à polícia que mantinha a vítima detida havia cerca de duas semanas e disse que ela era uma pessoa com deficiência. Embora Lorrane tenha afirmado desconhecer a situação, alegando que estava apenas de visita, seus pertences pessoais foram encontrados no quarto adjacente ao local onde a mulher estava presa. Por isso, ela também foi detida. 


A mulher e o professor foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/ 192) e encaminhados ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (Heue), em Vitória.

O que dizem os vizinhos

Vizinhos relataram à TV Gazeta que a mulher encontrada em condições deploráveis morava com Nilo. Eles acreditam que os dois eram usuários de drogas, e afirmaram que não conheciam Lorrane.

Casal foi preso

Nilo e Lorrane foram autuados em flagrante por tortura, tentativa de homicídio, cárcere privado e associação criminosa. Após os procedimentos de praxe, ambos foram encaminhados ao sistema prisional. 


A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que, dois dias depois, Lorrane recebeu alvará de soltura e deixou o sistema prisional na última terça-feira (21). O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil. 

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Casal é preso por manter mulher de 37 anos em cárcere privado em Itapuã

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