As investigações sobre o desaparecimento de Gildomar Perin, de 60 anos, seguem em andamento e a Polícia Civil ainda realiza buscas pelo morador de Itarana, Região Noroeste do Espírito Santo, que sumiu no último fim de semana, durante o carnaval, quando estava em Jardim Camburi, em Vitória.
Familiares procuraram a polícia após não conseguirem mais contato com Gildomar desde sábado (18).
Segundo parentes, Gildomar, apesar de morar em outro município, possui um apartamento em Jardim Camburi e estava no local no fim de semana de carnaval.
No sábado (18), o homem teve um último contato com um amigo através do WhatsApp. Após isso, ninguém conseguiu falar com Gildomar, o que, segundo a família, não era comum, já que ele não tem hábito de ficar sem se comunicar com parentes.
Diante disso, os familiares ligaram para a Polícia Militar, através do 190, e foram informados que o carro de Gildomar teria transitado no domingo (19), no sentido Vitória a Jacaraípe, na Serra.
Na terça-feira (21), um parente foi até a Delegacia Regional de Vitória na terça-feira (21) e comunicou o desaparecimento do homem.
Carro apreendido com suspeito
Dentro do carro, um Chevrolet Ônix, estavam dois homens. Foi solicitado apoio à Guarda Municipal de Vitória, que esteve no local e conseguiu deter um dos suspeitos. Kaike Teofilo da Silva foi conduzido à Delegacia Regional do município, onde foi autuado por roubo qualificado e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana. O outro homem não foi localizado.
Celular e chaves da vítima
De acordo com a audiência de custódia do suspeito detido, realizada nessa quarta-feira (22), foram encontrados com Kaike Teofilo da Silva um molho de chaves e um aparelho celular, ambos reconhecidos por um sobrinho de Gildomar, como pertences do desaparecido.
No boletim de ocorrência, consta que o detido contou que seria de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e que pertencia à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Ele ainda disse que estava no Espírito Santo há um mês trabalhando em um restaurante em Vitória.
Em conversa informal com agentes da guarda, ele relatou que o seu comparsa teria confessado que roubou Gildomar Perin e, após a vítima reagir, o teria matado e que o jogou em uma área conhecida como bambuzal, mas sem informar a região.
Vestígios de sangue
Na mesma audiência de custódia, a justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva do suspeito detido. O juiz relata que, segundo depoimento de agentes da Guarda Municipal de Vitória, foram encontrados pela perícia da Polícia Civil vestígios de "sangue de arrastamento" no porta-malas do carro recuperado.
O juiz que presidiu a audiência de custódia afirma que, considerando o que o autuado narrou aos agentes da Guarda Municipal de Vitória, e que seria integrante da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), assim como a possibilidade de envolvimento no desaparecimento de Gildomar Perin, decidiu converter a prisão em flagrante para preventiva do autuado.
Não foram encontrados outros registros criminais do suspeito.
Investigações
Questionada pelo reportagem sobre atualizações do caso, a Polícia Civil reforçou que diligências estão sendo realizadas para localizar a vítima e o segundo suspeito do crime. Outras informações não serão divulgadas, no momento, para não atrapalhar as investigações. A população pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas.