Uma operação realizada contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do
Espírito Santo,
São Paulo e
Minas Gerais nesta quarta-feira (25). Um grupo autointitulado "Os 14 do ES", braço armado da facção criminosa, é investigado por atuar no remanejamento de armas de fogo e veículos, apoio a ataques a rivais, promoção de batismo de novos integrantes, inclusive adolescentes, além de influenciar em decisões relevantes.
O
Ministério Público do Espírito Santo informou à reportagem de
A Gazeta que foram expedidos três mandados de prisão temporária para o Estado - um deles não foi cumprido. Além disso, foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão - todos foram cumpridos, resultando na apreensão de celulares, dinheiro proveniente do tráfico, um termo circunstanciado e uma prisão em flagrante. Um dos alvos da operação foi preso na Serra e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória para passar por exames antes de dar entrada no sistema prisional.
Segundo o
Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ação pretendia cumprir, nos três Estados brasileiros, sete mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão. Não foram divulgados nomes dos integrantes na mira da operação.
A operação foi realizada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central), com o apoio da Polícia Militar e dos Gaecos de São Paulo e Minas Gerais. Os mandados judiciais foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Serra na Operação 14-BIS contra integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles estão envolvidos, segundo a investigação, em possíveis delitos de organização criminosa, crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.
Em junho deste ano,
conforme mostrado pela colunista de A Gazeta Vilmara Fernandes, um grupo de 15 pessoas denunciadas por atuação no PCC começou a ser julgado. Foram alvos de ações movidas pelo Ministério Público do Espírito Santo por integrarem a organização criminosa paulista e se dedicarem no Espírito Santo a práticas como tráfico, comércio ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.