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Feminicídio

Pedreiro se entrega e é preso 3 dias após confessar que matou esposa na Serra

Defesa informou que Reinaldo Teixeira da Silva voltou a se entregar à polícia na noite de quarta-feira (16) após saber sobre o mandado de prisão em aberto contra ele

Publicado em 17 de Agosto de 2023 às 09:19

Alberto Borém

Publicado em 

17 ago 2023 às 09:19
Reinaldo Teixeira da Silva, 40 anos, esteve na Delegacia Regional da Serra e no Plantão Especializado da Mulher, no domingo (13), mas não foi preso
Reinaldo Teixeira da Silva, 40 anos, voltou a se apresentar na Delegacia Regional da Serra. Desta vez, ele ficou detido Crédito: Pablo Campos

Atualização

17/08/2023 - 9:23
A Polícia Civil realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (17), e deu mais detalhes sobre o caso. O texto foi atualizado com as informações. 
O pedreiro Reinaldo Teixeira da Silva, de 40 anos, que confessou ter matado a facadas a esposa, procurou a Delegacia Regional da Serra, em Laranjeiras, na noite de quarta-feira (16), e foi detido três dias após a morte da técnica em enfermagem Maria de Fátima Analio da Silva, de 41 anos. A defesa informou que o suspeito voltou a se entregar à polícia após ficar sabendo que havia um mandado de prisão em aberto contra ele por homicídio qualificado por motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio. 
No domingo (13), dia seguinte ao ocorrido, ele foi a duas delegacias informando que havia cometido o crime, mas não foi preso por ausência de flagrante. O mandado de prisão contra Reinado foi expedido na segunda-feira (14). O assassinato aconteceu no último sábado (12), no bairro Feu Rosa. Quatro dias antes, ele chegou a tentar estrangular a vítima, mas foi impedido pela filha do casal de 17 anos. 
Inicialmente, a expectativa da defesa é de que Reinaldo seja encaminhado à triagem, antes de ser levado para uma penitenciária de prisão temporária. Apesar de ter confessado o crime, não há uma sentença a ser cumprida. Reinaldo Teixeira da Silva ainda será ouvido e terá espaço para a defesa.

O que diz a Polícia Civil

Durante uma coletiva na tarde desta quinta-feira (18), a delegada Raffaella Aguiar, chefe da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM), detalhou como o suspeito agiu para despistar a Polícia Civil nos dias em que permaneceu foragido. 
"A gente teve a informação de que ele estava homiziado – escondido – com o auxílio de alguns amigos. Fomos em vários endereços. Com essa nossa ida aos bairros, acabava que ele ficava sabendo. Então começou a mudar de local. Tanto que ontem (16), por volta das 17h, ainda estávamos na rua. E ele ficou sabendo, porque a advogada ligou para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Nisso, dissemos para que ela o levasse até lá", explicou. 
O delegado Ricardo Almeida, chefe do DHPP, afirmou ainda que o homem chegou a ser ouvido no dia seguinte ao crime, mas que optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. Posteriormente, no mesmo dia, compareceu ao Plantão Especializado da Mulher (PEM) acompanhado da defesa. 
"Em nenhum momento ele se apresentou no DHPP. Também no domingo, ele foi primeiro no DPJ [Delegacia Regional] da Serra. Foi veiculado [pela imprensa] que ele não teria sido ouvido, mas foi. Ele foi ouvido na primeira vez que se apresentou, só que usou o direito de permanecer em silêncio. Primeiro depoimento, feito, conduzido pela autoridade policial de plantão. Ele foi, sim, submetido a interrogatório, porém, se reservou ao direito de falar somente em juízo", pontuou. 
De acordo com a corporação, Reinaldo Teixeira da Silva vai responder por homicídio e por tentativa de homicídio – já que quase tirou a vida da vítima dias antes de consumar o assassinato. 

Pedreiro foi a duas delegacias, mas não foi preso

Segundo o advogado e professor de Direito e Processo Penal Rivelino Amaral, a prisão em flagrante de Reinaldo não ocorreu porque o suspeito não foi perseguido logo após o crime, não foi surpreendido cometendo o crime e nem encontrado com objetos que fizessem crer ser ele o autor.
A liberdade, na avaliação do advogado, põe em risco as investigações e a família da vítima. "Pode haver intimidação das testemunhas, ele pode limpar o local, pode fugir, desaparecer com provas e, inclusive, atentar contra vidas de outras pessoas", finaliza Rivelino. 

Sobre o crime

Técnica de Enfermagem Maria de Fátima Analio da Silva, de 41 anos, morta a facadas pelo marido
Técnica em Enfermagem Maria de Fátima Analio da Silva, de 41 anos, morta a facadas pelo marido Crédito: Acervo familiar
A técnica de Enfermagem Maria de Fátima Analio da Silva, de 41 anos, foi morta a facadas em Feu Rosa, na Serra, na madrugada deste sábado (12). A filha do casal, de 17 anos, chegou a ver a mãe com a faca cravada no pescoço, no quarto do filho mais novo. A família da vítima apontou o marido como suspeito de cometer o crime. 
Tudo aconteceu por volta de 1h20. Uma irmã de Maria de Fátima conversou com a repórter Daniela Carla, da TV Gazeta, e contou o relato da sobrinha de 17 anos.
A adolescente disse que estava acordada, mexendo no celular, e que a mãe estava dormindo sozinha no quarto do filho mais novo, de 6 anos. O pai estava andando pela casa, inquieto. Em um dado momento, ele foi até o lado de fora e ligou o som do carro bem alto; a filha estranhou.
Depois, ele voltou para casa e a adolescente ouviu um barulho no quarto do irmão mais novo. A menina levantou para entender o que estava acontecendo e viu o pai saindo de casa. Quando ela entrou no cômodo, se deparou com a mãe com a faca cravada no pescoço. Desesperada, a filha chegou a retirar a faca e foi atrás do pai, para tentar impedi-lo, mas ele já havia fugido de carro.
Pedreiro se entrega e é preso 3 dias após confessar que matou esposa na Serra

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