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Após mulher detida

PM usa bala de borracha para dispersar protesto em Andorinhas

Policiais faziam abordagens no bairro, onde houve intenso tiroteio na última sexta-feira, quando foram xingados e hostilizados por moradora

Publicado em 19 de Abril de 2021 às 21:43

Aline Nunes

Publicado em 

19 abr 2021 às 21:43
Bairro Andorinhas, em Vitória
Andorinhas, em Vitória: região de conflitos de facções rivais  Crédito: Carlos Alberto Silva
Após uma madrugada de terror na última sexta-feira (16), com um intenso tiroteio entre facções rivais na disputa pelo tráfico de drogas da região, moradores de Andorinhas, em Vitória, passaram por mais momentos de tensão nesta segunda (19). Uma mulher desacatou policiais que faziam abordagem na região e foi detida, causando protesto. Para dispersar a população, a Polícia Militar usou balas de borracha. 
A reportagem de A Gazeta recebeu denúncias de novos tiroteios, o que não foi confirmado pela polícia, nem pela liderança comunitária do bairro que, na hora do tumulto, não estava na comunidade. Também foram compartilhados áudios, semelhantes a estouro de bombas e fogos de artifício.
Em mensagens para a reportagem, moradores mostraram-se indignados com a atuação policial, que teria direcionado os disparos de balas de borracha para as pessoas. 
Em nota, a assessoria da Polícia Militar informou que, "durante uma abordagem no bairro Andorinhas, em Vitória, na noite desta segunda-feira (19), uma mulher se aproximou da equipe com o intuito de acompanhar o trabalho policial. Após encerrada a abordagem, a mulher hostilizou os militares e proferiu diversas ofensas à guarnição, desacatando os policiais."
Diante da atitude da mulher, os militares reagiram. "Ela foi contida no local e esta ação causou revolta de populares, sendo necessário o uso de equipamentos não letais (balas de borracha) para dispersar os indivíduos. A mulher foi detida e encaminhada para a Delegacia Regional do município", concluiu a PM, ainda em nota. 

TIROTEIO

Na madrugada de sexta-feira, o tiroteio tirou o sono de moradores de Andorinhas e até dos que vivem bairros vizinhos, como Jardim da Penha, de onde também foi possível ouvir as rajadas de tiros. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) declarou, na manhã daquele dia, que se tratava de um conflito de criminosos do local com os de Santa Martha. 
Informações apuradas pela reportagem de A Gazeta apontam que bandidos percorreram a região de Andorinhas, Mangue Seco e parte do Santa Martha atirando para o alto, em casas, muros e carros. Houve pelo menos cinco minutos ininterruptos de disparos. 
Quando a polícia chegou a Andorinhas devido ao tiroteio, as duas facções começaram a atirar nos militares, marcando o segundo confronto daquela madrugada. 

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