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Prejuízo milionário

Polícia apreende relógios e carros de luxo em operação contra crime de estelionato no ES

Um dos alvos da ação residia em uma casa avaliada em R$ 1,8 milhão; dois Range Rovers e relógios das marcas Rolex e Omega foram recolhidos durante a operação

Publicado em 24 de Fevereiro de 2025 às 18:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 fev 2025 às 18:16
Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), cumpriu, na última terça-feira (18), em Nova Lima, Minas Gerais, mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por estabelecer uma falsa empresa de exportação para praticar estelionato. Estima-se que a organização causou prejuízo de cerca de R$ 2,5 milhões às vítimas.
Na operação, foram apreendidos dois Range Rovers, veículos utilitários esportivos de luxo da fabricante Land Rover, além de uma caixa contendo relógios de luxo das marcas Rolex (Inglaterra) e Omega (Suíça).
Um dos alvos, uma das proprietárias da empresa, residia em uma casa avaliada em R$ 1,8 milhão. Durante o cumprimento de mandado na residência, a suspeita chegou a se esconder da polícia em um armário. As investigações vão continuar para identificar outras pessoas da organização.Dois veículos importados foram apreendidos durante a operação. As contas bancárias da organização também foram bloqueadas. A polícia não revelou o nome dela e nem o da empresa.
As investigações começaram em junho de 2023. A Polícia Civil descobriu que uma empresa de importação, sediada em Minas Gerais e São Paulo, estava aplicando golpes em outras que queriam adquirir determinados tipos de produtos.
Polícia apreende relógios e carros de luxo em operação contra crime de estelionato no ES
“No caso do Espírito Santo, uma empresa de exportação estava querendo adquirir milho, soja e açúcar e procurou essa empresa investigada. A vítima fez uma transferência de R$ 1,5 milhão para essa falsa empresa, o dinheiro sumiu e a mercadoria nunca foi entregue”, explicou o chefe da Divisão Patrimonial (DRCCP) e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade.
Em depoimento, a proprietária da empresa culpou as vítimas pelo golpe que sofreram. A mulher não foi presa e a empresa também não foi impedida de funcionar. Ainda assim, a Polícia Civil considera que a operação foi exitosa.
“É uma organização criminosa, muito bem estruturado, a empresa possui CNPJ ativo, ela tem um local físico, de endereço, ela possui um site e quando eles queriam fechar algum tipo de negócio, eles se encontravam até fisicamente. Então, tinha um contrato dados de compra e venda, então era um golpe extremamente bem articulado”, disse o delegado.

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