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São Gabriel da Palha

Polícia conclui que crianças foram torturadas e indicia mãe e padrasto no ES

Além do homem, uma mulher - mãe das vítimas - também foi investigada e foram impostas medidas cautelares para ela; uma das crianças estava com marcas de queimaduras pelo corpo

Publicado em 27 de Agosto de 2025 às 18:59

Lucas Gaviorno

Publicado em 

27 ago 2025 às 18:59
Polícia Civil concluiu as investigações dos crimes de tortura cometidos por um homem e uma mulher, no município de São Gabriel da Palha, no Noroeste capixaba, no mês de junho. As vítimas são crianças - uma com menos de dois anos e outra de seis - além de uma terceira vítima. Os agressores são padrasto - e pai de uma delas - e mãe das vítimas. As identidades deles não foram divulgadas para a preservação das vítimas. 
O homem já havia sido preso de forma temporária no dia 27 de junho, mas teve a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário nesta segunda (25). Já para a mulher, foram impostas diversas medidas cautelares.
As investigações, concluídas no dia 20 deste mês, começaram após o Conselho Tutelar do município comunicar que uma das crianças possuía queimaduras aparentes. Segundo o delegado titular de São Gabriel da Palha, Jefferson Nascimento, a mãe das vítimas disse que as lesões foram causadas de forma acidental. 
"Em depoimento inicial, a genitora afirmou que as queimaduras encontradas no filho menor de um ano teriam sido acidentais ou naturais e que demais lesões decorreriam de quedas. Entretanto, no decorrer das diligências, os laudos periciais confirmaram que as lesões eram resultantes de queimaduras, evidenciando a prática de agressões", disse.
Além da tortura, as vítimas também eram obrigadas a realizar os serviços domésticos e, só após fazê-los, podiam brincar. A criança de seis anos sofria castigos severos, como corte de cabelo forçado após urinar na cama. Ele também não frequentava a escola há mais de dois meses. "Durante toda a investigação, os indiciados negaram a prática delitiva. Entretanto, os depoimentos testemunhais, os laudos periciais e os relatórios apresentados pelo Conselho Tutelar contrariavam suas versões", contou. O delegado disse também que o filho do homem também era agredido, até com mangueira de água.

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