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Na Rodovia do Sol

Polícia investiga acidente em que aposentada teve perna amputada em Vila Velha

Eliana Almeida de Souza Ferreira, de 56 anos, estava indo para o crossfit quando foi atingida por um carro, na Praia de Itaparica

Publicado em 03 de Julho de 2025 às 09:24

Júlia Afonso

Publicado em 

03 jul 2025 às 09:24
A Delegacia de Delitos de Trânsito (DDT) abriu uma investigação para apurar o acidente entre um carro e uma motoneta, na Praia de Itaparica, em Vila Velha (veja acima), que fez com que a aposentada Eliana Almeida de Souza Ferreira, de 56 anos, tivesse que amputar a perna. Até então, a Polícia Civil vinha informando que a vítima precisava manifestar o interesse em iniciar uma ação penal, mas, na noite de quarta-feira (2), a corporação destacou que o caso já está no radar do delegado. 
"Todas as apurações serão feitas conforme preconiza a legislação e mais detalhes não serão repassados no momento, para garantir o andamento eficiente do inquérito policial", destacou a Polícia Civil. 

Sobre o acidente

O acidente aconteceu no dia 27 de junho deste ano, na Rodovia do Sol. Segundo a Polícia Militar, a colisão ocorreu quando a motociclista acessava a ES 060 pela Rua Maria de Oliveira Mares Guia e foi atingida por um automóvel que avançou o sinal vermelho.
Depois disso, ainda segundo a PM, o motorista do carro perdeu o controle da direção e colidiu com uma árvore. Os dois ocupantes do veículo relataram que perderam a consciência com o impacto. Eles, assim como Eliana, foram levados para o hospital.
Carro e motoneta colidem na Rodovia do Sol
Após atingir a aposentada, motorista do carro perdeu o controle e bateu em uma árvore Crédito: Leitor | A Gazeta

Bafômetro positivo

Conforme a PM, o motorista do carro realizou o teste do bafômetro, que acusou presença de álcool no organismo, mas com índice inferior a 0,34mg/l — o que levou apenas à aplicação de medidas administrativas.

Perna amputada

Eliana Almeida de Souza Ferreira, de 56 anos, vítima de acidente na Rodovia do Sol
Eliana Almeida de Souza Ferreira, de 56 anos, vítima de acidente na Rodovia do Sol Crédito: Acervo familiar
Eliana, que estava a caminho de um treino de crossfit quando foi atingida, ficou gravemente ferida após o acidente. Ela teve a perna amputada e está internada em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 
O administrador Renzo Souza Ferreira, de 34 anos, filho de Eliana, disse que, devido ao impacto da colisão, a mãe sofreu uma hemorragia grave na perna. Por conta de uma ação rápida da Guarda de Vila Velha, que prestou socorro inicialmente à vítima, foi possível conter o sangramento temporariamente. No hospital, os médicos optaram pela amputação do membro na altura da canela para preservar a vida da aposentada.
Renzo afirmou que, conforme os médicos, a sedação foi necessária para proteger o cérebro de Eliana dos impactos do trauma e das múltiplas fraturas — no braço, cotovelo e bacia. Apesar da gravidade do estado de saúde dela, exames neurológicos indicaram que não houve comprometimento motor grave. 

'Espero que a justiça seja feita', diz filho

Renzo conversou com o repórter Daniel Marçal, da TV Gazeta, e desabafou sobre o caso: "A gente está buscando o básico, que a justiça seja feita. A gente espera que a justiça seja feita para a gente ter pelo menos um pouco de paz". 
Ele destacou que a mãe é uma pessoa ativa, sem doenças crônicas, o que inclusive contribuiu para uma evolução considerada surpreendente no quadro clínico da aposentada. "A gente ainda nem assimilou o que vai ser daqui para frente, os cuidados que ela vai necessitar, o que vai precisar daqui para frente, sequelas que a gente ainda vai entender", revelou Renzo.

O que diz advogado da família

O advogado Erik Coser, que está assessorando a família de Eliana, ressaltou as circunstâncias do acidente: "Esses três fatores juntos, da embriaguez, e se for provado que ultrapassou o sinal vermelho e estava em excesso de velocidade, nós não estamos mais diante de uma figura culposa, estamos tratando de um dolo, ele assume o risco. E a gente como sociedade não pode tolerar que isso fique impune, senão ele vai pegar uma pena muito branda".
"A ideia é que vá para o Código Penal, porque a pena é bem maior. Isso abala a consciência de qualquer pessoa, vai atrapalhar todo o desenvolvimento que ela tinha como família, ela e o marido viviam constantemente viajando, aproveitando a aposentadoria dela, isso tudo está sendo interrompido ou talvez suspendido por um bom tempo", destacou o advogado. 

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