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Está internada

Polícia investiga caso de mulher queimada durante parto em Colatina

Foi instaurado um Inquérito Policial (IP) para a apuração dos fatos, tratados inicialmente como "lesão corporal de natureza culposa", segundo a Polícia Civil

Publicado em 03 de Junho de 2025 às 12:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 jun 2025 às 12:07
15ª Delegacia Regional de Colatina
Caso é investigado pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina  Crédito: Governo do ES
Polícia Civil informou na manhã desta terça-feira (3) que está investigando o caso de uma mulher de 18 anos, que sofreu queimaduras durante o parto no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, ocorrido no dia 23 de maio. Segundo a corporação, foi instaurado um Inquérito Policial (IP) para a apuração dos fatos, tratados inicialmente como "lesão corporal de natureza culposa". O trabalho é conduzido pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina.
Conforme A Gazeta noticiou na segunda-feira (2), a gestante precisou ser submetida a uma cesárea e, durante o procedimento cirúrgico, sofreu queimaduras de terceiro grau causadas por fogo que atingiu a parte interna das pernas dela. A direção da Santa Casa de Misericórdia de Colatina acredita que as chamas possam ter sido causadas pela fagulha de um bisturi elétrico em contato com produto antisséptico utilizado na paciente.
Segundo o relato da mãe da jovem em um boletim de ocorrência registrado na delegacia de Baixo Guandu, onde a família reside, após conter o fogo, a equipe médica deu prosseguimento ao parto. A mulher informou no boletim que a criança nasceu bem, mas que a filha precisou ser transferida dois dias depois, em 25 de maio, para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, para tratar as queimaduras.
A mãe da jovem contou à reportagem, na tarde de segunda-feira (2), que a filha ainda seguia internada no hospital da Grande Vitória.

Polícia Civil apura conduta em delegacia

Consta ainda no boletim de ocorrência que a família da vítima chegou a ir até a Delegacia Regional de Colatina para formalizar o registro do fato, mas teria sido orientada pelos policiais de plantão a se dirigir à Delegacia de Baixo Guandu, onde posteriormente foi registrado o boletim de ocorrência.
“Paralelamente, foi instaurada apuração administrativa/disciplinar para verificar eventual irregularidade na conduta de policiais que, segundo alegado, teriam orientado a comunicante a procurar a Delegacia de Polícia de Baixo Guandu, município onde ela reside”, comunicou a Polícia Civil.

“Episódio atípico e inesperado”, diz hospital

O diretor técnico da Santa Casa de Misericórdia de Colatina, Halis Pimentel, relatou para A Gazeta que foi utilizada clorexidina na paciente e uma fagulha do bisturi elétrico pode ter provocado o fogo.
"Nós estamos tentando avaliar isso, se foi isso mesmo. Clorexidina é uma substância usada no Brasil todo, só que ela é alcoólica. Na hora da cesariana, o bisturi elétrico pode ter feito uma fagulha e provavelmente causou esse fogo que provocou a queimadura na paciente. É um evento raro, mas que pode acontecer com clorexidina. Nós estamos avaliando se tudo foi feito dentro dos protocolos".
O Hospital Santa Casa de Misericórdia de Colatina enviou uma nota, informando que está apurando o caso, classificado como “episódio atípico e inesperado”. Conforme a unidade, a apuração ocorre com “rigor técnico, não havendo, até o momento, qualquer indício de negligência, omissão ou imprudência por parte da equipe médica envolvida”.
O hospital acrescentou que “está prestando toda a assistência necessária à paciente, incluindo a transferência para um hospital de referência na cidade de Serra, a fim de garantir atendimento especializado e integral, além do suporte à família, com custeio de despesas de hospedagem, alimentação e transporte do companheiro da paciente, para que ele possa acompanhá-la durante o tratamento”.

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