Três suspeitos, de 20, 21 e 24 anos, envolvidos na morte de Lucas Vieira de Oliveira, de 21 anos, em Piúma, no Sul do Estado, foram detidos nesta quinta-feira (9). Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu em 19 de maio deste ano e teve relação com o tráfico de drogas. As prisões ocorreram durante a Operação Gêmeos, com objetivo de deter os envolvidos no homicídio.
A operação foi realizada por equipes da Delegacia de Piúma e da 10ª Delegacia Regional de Anchieta, com apoio da Polícia Militar.
Titular da Delegacia de Piúma, a delegada Rosane Cysneiros contou que o crime tem relação com o tráfico na região. “A arma de fogo utilizada no homicídio foi apreendida em poder do suspeito de 21 anos e a motivação do crime seria uma rixa entre grupos rivais envolvidos com o tráfico de drogas” disse.
Segundo a Polícia Civil, durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro residências. Em duas, foram apreendidos os seguintes materiais:
- 19 munições 380;
- 16 munições 38;
- 1 munição 357;
- 2 revólveres 38;
- 13 certificados de licenciamento de veículo (CLRV);
- 25 pinos de cocaína;
- 90 pinos vazios;
- 29 buchas de maconha;
- 1 tablete grande de maconha;
- 2 tabletes pequenos de maconha;
- 4 pedaços grandes de crack;
- 1 papelote de cocaína;
- 1 balança de precisão;
- 3 aparelhos de celular;
- 1 coldre de perna;
- 1 máscara e touca ninja;
- R$ 6.163,65 em espécie;
- 1 caderno com várias anotações sobre movimentação do tráfico de drogas.
SUSPEITOS CONDUZIDOS
A Polícia Civil disse que os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Piúma, onde o homem de 24 anos foi autuado em flagrante por posse ilegal de munições, e os jovens de 21 e 20 anos foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Os três foram encaminhados para o ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Marataízes, ficando à disposição da Justiça.
A corporação também informou sobre um adolescente de 16 anos, que assinou um Boletim de Ocorrência Circunstanciado por ato infracional análogo ao crime de posse ilegal de arma de fogo, “e foi reintegrado à família, após o familiar assumir o compromisso de comparecer ao Ministério Público, quando solicitado”, finalizou a PC.