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Inquérito concluído

Prefeitura calcula 90 caixões furtados em esquema de servidora em Linhares

Servidora pública municipal e dono de uma funerária foram indiciados pelo crime de peculato e vão responder em liberdade, segundo a Polícia Civil

Publicado em 04 de Abril de 2024 às 13:42

Vinícius Lodi

Publicado em 

04 abr 2024 às 13:42
A Prefeitura de Linhares, no Norte do Espírito Santo, estima que 90 caixões foram furtados do município no esquema em que são suspeitos a servidora Mara Cláudia Santos Barbosa do Couto, de 46 anos, e o dono de uma funerária Adailton Araujo Sena, de 33. Eles foram indiciados pea Polícia Civil pelo crime de peculato.
As investigações apontaram que desde outubro do ano passado, a gari Mara Cláudia, lotada na Secretaria de Assistência Social desde 2011, fornecia remessas de 15 caixões para a funerária, sem que a administração municipal tivesse conhecimento, pelo valor de R$ 2,5 mil cada. Além disso, ela também foi responsável por manipular a quilometragem do caminhão para aumentar o valor que o município pagava à empresa e receber um valor em troca.
Com isso, Mara Cláudia recebeu nesse período cerca de R$ 12,6 mil, segundo o delegado Fabrício Lucindo, titular da Delegacia Regional de Linhares. Ele explicou como o crime foi planejado e executado.
“A servidora entrou em contato com o dono da funerária e ofereceu a ele 15 urnas funerárias, 15 caixões, por mês, em troca de um valor de R$ 2,5 mil. Então isso vinha acontecendo desde outubro. Além disso, ela inflou os quilômetros percorridos pelos veículos da funerária e o dono da funerária repassou para ela, me parece, uma quantia de cerca de R$ 1,6 mil por mês”, disse o delegado Fabrício Lucindo, titular da Delegacia Regional de Linhares.
Segundo o delegado, o inquérito foi concluído e o caso foi encaminhado para a Justiça. Mara Cláudia e Adailton vão responder pelo caso em liberdade. A pena para o crime de peculato varia de dois a 12 anos de prisão.
A Prefeitura de Linhares informou que a gari está suspensa, afastada das funções. E que irá tomar as medidas cabíveis caso a funcionária seja condenada. Afirmou também que o contrato com a funerária foi suspenso assim que as autoridades policiais foram acionadas.

O outro lado

Procurado pela reportagem da TV Gazeta Norte, o dono da funerária disse que não existia esquema e que quem cometeu algum delito foi a servidora. "Na verdade, não existe esquema. Tudo que a gente tinha que falar já foi falado para o delegado. E aí a gente está aguardando as investigações para a gente dar algum depoimento. Quem cometeu o delito foi a servidora, ela vai pagar por isso", disse.
Segundo o delegado Fabrício Lucindo, titular da Delegacia Regional de Linhares, o suspeito alegou desconhecimento de um esquema quando foi interrogado. "Porém, ele remunerava a servidora com R$ 2.500 para ela lhe entregar os caixões que eram da prefeitura. Então, logicamente, qualquer pessoa saberia que aquilo ali estava completamente equivocado", afirmou.
A reportagem tenta contato com a defesa da servidora pública Mara Cláudia Santos Barbosa do Couto.

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