Nesse primeiro dia de operação, os alvos foram CACs com mandados de prisão abertos por crimes de homicídios a estelionatos. Esse grupo tinha posse de armas e participou do recadastramento, sendo obrigados a fornecer dados ao governo, como o endereço.
Essas informações dadas no recadastramento permitiram que a Polícia Federal fizesse um cruzamento de dados e identificasse quem tinha mandado de prisão expedido pela Justiça.
Além dos CACs que fizeram o recadastramento, a operação também buscou localizar aqueles que não estão em dia com o governo.
No fim da operação, a Polícia Federal divulgou que até quarta-feira (3), data limite para o recadastramento
, 939.154 armas foram recadastradas, 5.921 a mais do que o número registrado no Sigma, sistema mantido pelo Exército (933.233). Esses números incluem armas de uso permitido e de uso restrito.
Quando consideradas apenas as armas de uso restrito, no entanto, o número de recadastradas é menor do que o registrado no sistema do Exército: 50.432 contra 44.264.
Restaram pendentes então o recadastramento de 6.168 armas de uso restrito. A Polícia Federal informou que vai iniciar uma nova fase que consiste em identificar e localizar as armas que não foram recadastradas no prazo estipulado e adotar medidas legais cabíveis.
Em fevereiro, o governo de
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que as armas de CACs adquiridas a partir de maio de 2019 deveriam ser registradas na Polícia Federal no prazo de 60 dias. Até então, elas ficavam cadastradas no banco do Exército.