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Condenações

Que fim levou caso de empresário morto que teve corpo incendiado no ES

Quase um ano após a morte de Gildomar Perin, de 60 anos, morador de Itarana, dois dos principais suspeitos foram condenados; crime chocou os capixabas pela frieza

Publicado em 28 de Janeiro de 2024 às 13:58

Maria Fernanda Conti

Publicado em 

28 jan 2024 às 13:58
Que fim levou caso de Gildomar Perin, de 60 anos
Gildomar Perin, de 60 anos, foi assassinado e ainda teve corpo carbonizado Crédito: Acervo Pessoal | Montagem A Gazeta
Há quase um ano, a morte do empresário Gildomar Perin, de 60 anos, chamava a atenção pela crueldade. Além de ter sido assassinado, o corpo dele foi encontrado carbonizado na Serra, dias depois de ter sido dado como desaparecido. Dois dos principais suspeitos de cometerem o crime foram condenados pela Justiça em setembro de 2023, e um adolescente continua apreendido. O nome dele não será divulgado, por se tratar de menor de idade. 
Kaike Teófilo da Silva, de 18 anos, apontado como o executor, recebeu uma pena de 25 anos de prisão pelos crimes de latrocínio e corrupção de menores. Já Willian Alves Esteves, de 24, foi condenado a dois anos e 11 meses de reclusão por ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Atualmente, segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Kaike está no Centro de Detenção Provisória de Viana. Willian, por sua vez, recebeu um alvará de soltura e cumpre pena em liberdade. 
A Gazeta tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestações.

Entenda o caso

Gildomar era morador de Itarana, no interior do Estado, mas tinha um apartamento em Jardim Camburi, Vitória. No dia 18 de fevereiro de 2023, o homem teve um último contato com um amigo através do WhatsApp. Depois disso, ninguém conseguiu falar com o empresário, o que era incomum, segundo a família, já que ele não tinha o hábito de ficar sem se comunicar com parentes.
Gildomar Perin
A vítima Gildomar Perin, de 60 anos Crédito: Arquivo pessoal
Em 21 de fevereiro, um parente foi até a Delegacia Regional de Vitória e comunicou o desaparecimento do homem. O carro de Gildomar foi encontrado com dois suspeitos no mesmo dia, na Ilha do Frade, também na Capital capixaba. Um deles era Kaike Teófilo, com quem foram encontrados um molho de chaves e um aparelho celular, ambos reconhecidos por um sobrinho da vítima como pertences do tio.

Conexões

As investigações da Polícia Civil descobriram que Gildomar manteve, por sete meses, um relacionamento sexual com um adolescente de 16 anos. Segundo o delegado Rodrigo Sandi Mori, os dois se conheceram na Grande Vitória.
“Nessas vindas a Vitória, ele conheceu o adolescente e passou a realizar programas com ele. Foram sete meses e mais de 10 encontros entre eles. Em cada encontro, era pago R$ 300 ao adolescente. Essa quantia chamou atenção do adolescente e fez com que ele arquitetasse, com um jovem de 18 anos que morava com ele, para praticarem juntos um roubo”, contou o delegado.
Kaike Teófilo da Silva, de 18 anos
Kaike Teófilo da Silva, de 18 anos Crédito: Divulgação
Esse jovem de 18 anos é Kaike Teófilo da Silva, que foi preso com o veículo da vítima, na Ilha do Frade, também na Capital capixaba. Ele seria de um município do Rio de Janeiro, mas passou a morar com o menor e a família dele no bairro Carapina Grande, na Serra. Conforme consta na decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), ambos alegaram que Kaique seria namorado da irmã do adolescente.

Dinâmica do crime

No dia em que desapareceu, 18 de fevereiro de 2023, Gildomar Perin foi para Vitória passar o Carnaval. Ele se encontrou com o adolescente e os dois passaram o período da tarde juntos.
Como de costume, a vítima buscou o menor de idade na residência dele e, por volta das 17h, o levou para casa. Chegando próximo à moradia do adolescente, o homem parou o carro e Kaike, que aguardava em um ponto perto dali, se aproximou e anunciou o assalto simulando estar armado.
Kaike entrou no veículo e tomou a direção. O adolescente e a vítima foram para o banco de trás. Ele conduziu o carro em direção a Jacaraípe, no mesmo município. Durante o trajeto, a vítima permaneceu em silêncio e apenas pediu para não fazerem nada, chegando a propor parar em um caixa eletrônico, sacar dinheiro e dar aos suspeitos.
“No local do crime, Kaike tirou a vítima do carro, deu uma gravata nele e pegou um pedaço de madeira, que estava no local, e bateu na nuca da vítima. O adolescente também pegou a mesma madeira e deu outro golpe no rosto da vítima. Com ele já desacordado, eles jogaram o corpo de Gildomar em um barranco e fugiram com o veículo”, disse Sandi Mori.
Dois dias depois, no início da madrugada de terça-feira (21), o adolescente, junto com um terceiro suspeito, de 24 anos, compraram gasolina e atearam fogo no corpo de Gildomar para eliminar qualquer tipo de vestígio do crime.
Conforme consta na audiência de custódia do homem de 24 anos, identificado como Willian Alves Esteves, ele disse, em depoimento à polícia, que o menor de idade o abordou na rua, dizendo ter “um corpo que ele precisava tacar fogo”. O suspeito foi com o adolescente a um posto de combustível, que fica em Jacaraípe, onde compraram a gasolina.

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