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Consumidores lesados

Sabão em pó falsificado em Minas Gerais era vendido no ES

Produto adulterado era produzido no Estado vizinho e distribuído clandestinamente a supermercados da Grande Vitória; carnes vencidas também foram recolhidas em gôndolas de Cariacica

Publicado em 21 de Julho de 2025 às 21:01

Bruno Nézio

Publicado em 

21 jul 2025 às 21:01
Operação apreende carnes vencidas, produtos violados e sabão adulterados em supermercados de Cariacica
Operação apreende carnes vencidas, produtos violados e sabão adulterados em supermercados de Cariacica Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Após apresentação da operação que resultou na apreensão de mais de uma tonelada de carnes vencidas e dois lotes de sabão em pó falsificado em três unidades de uma rede de supermercados de Cariacica, na Grande Vitória, as autoridades informaram nesta segunda-feira (21) como o sabão em pó era produzido: os produtos adulterados foram fabricados ilegalmente em Minas Gerais e distribuídos clandestinamente para o Espírito Santo.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) da Polícia Civil, com apoio do Procon Estadual e da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa. A rede não foi identificada pelas autoridades.

Não é a primeira vez

O sabão em pó adulterado, que imitava uma marca conhecida nacionalmente, apresentava inconsistências visuais e sensoriais: não fazia espuma, tinha odor diferente e a embalagem estava selada com cola quente, em vez da vedação industrial típica. Os indícios apontam que a falsificação aconteceu em Minas Gerais e que a remessa foi trazida para o Espírito Santo de forma clandestina. Produtos com essas características já haviam sido apreendidos em 2023, e agora voltaram ao mercado capixaba.
Lotes falsificados do sabão em pó
Lotes falsificados do sabão em pó que imitavam uma marca conhecida no segmento Crédito: Divulgação | Polícia Civil
O Procon orienta que consumidores que compraram sabão em pó da marca envolvida verifiquem o número do lote divulgado pelos fiscais e procurem o estabelecimento para solicitar a troca ou o reembolso. Além disso, é possível acionar o Procon pelo telefone 151 ou pelo site procon.es.gov.br. Dependendo do impacto à saúde, os consumidores também podem buscar indenizações. 
A reportagem entrou em contato com a fabricante do sabão em pó e aguarda um retorno sobre a falsificação do produto.

Carne vencida

Mais de 1 tonelada de produtos vencidos e deteriorados foram encontrados durante operação
Mais de uma tonelada de produtos vencidos e deteriorados foram encontrados durante operação Crédito: Divulgação | Polícia Civil
As carnes encontradas apresentavam embalagens violadas, armazenamento precário e, em alguns casos, estavam vencidas há três ou quatro meses. No açougue das lojas, os fiscais encontraram produtos fracionados — como salsichas, linguiças e coxas de frango — sem qualquer etiqueta informando a data de fracionamento, validade ou origem. A manipulação inadequada dos alimentos, segundo os fiscais, incluía a exposição das carnes em paletes enquanto esperavam por transporte, o que causava descongelamento e comprometia a qualidade do produto.

Posicionamento da empresa

A rede de supermercados investigada possui cinco unidades — nos bairros Nova Rosa da Penha 1 e 2, Campo Verde e Graúna, em Cariacica, e uma em Vila Velha, na Praia da Costa. A fiscalização foi feita em três das lojas de Cariacica, onde os produtos adulterados foram localizados. Ao tomar ciência da operação, segundo os agentes, a rede recolheu os itens das demais lojas, mas a investigação vai apurar se houve tentativa de ocultação de provas.
O diretor da rede, divulgou uma nota afirmando que todos os produtos comercializados são adquiridos de distribuidores legalizados e que, caso alguma falsificação seja comprovada, a empresa também foi lesada. “Estamos reunindo todas as documentações que comprovam que as compras de todos os nossos produtos seguem as devidas fiscalizações estaduais ou federais”, afirmou.
De acordo com o Procon-ES, a multa aos responsáveis pode chegar a R$ 1 milhão, dependendo da gravidade das infrações e dos danos causados aos consumidores. A Polícia Civil também apura a responsabilidade penal dos envolvidos, tanto pela comercialização dos produtos vencidos quanto pelo possível conluio na distribuição dos produtos falsificados.
A operação reforça o alerta aos consumidores sobre sinais de fraude: preços muito abaixo do normal — o produto que tinha preço médio de R$ 18 era vendido por cerca de R$ 13 — mudanças na embalagem e falta de informações obrigatórias podem indicar irregularidades. As autoridades destacam que a fiscalização é constante, mas depende, em grande parte, da participação popular por meio de denúncias.

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