A criança foi atingida na nuca quando estava no banco traseiro do carro. O pai e a mãe da menina, que está grávida, também estavam no veículo. O pai foi atingido de raspão e mãe ficou ferida com estilhaços. Segundo o secretário de Estado de Segurança e Defesa Social, Leonardo Damasceno, o crime está ligado à disputa entre as facções Terceiro Comando Puro (TCP) e o Primeiro Comando de Vitória (PCV). Ele afirmou que o ataque foi uma represália a
outras ações nos dias anteriores e teria como alvo integrantes de um desses grupos criminosos, mas a família – que voltava da praia – foi confundida com criminosos.
O secretário Leonardo Damasceno explicou que a prisão dos suspeitos aconteceu em etapas. Dois homens apontados como atiradores foram detidos pela Força Tática da Polícia Militar logo após o crime. Durante as diligências, outros quatro envolvidos foram localizados: a advogada e o marido dela – que seriam supostos mandantes, um olheiro e uma pessoa que auxiliaria na fuga. Na casa da mulher presa, segundo a Sesp, foram apreendidos um fuzil, uma pistola 9 mm e munições das duas armas.
A Sesp divulgou que, conforme apontaram as investigações até o momento, o carro da família, um Peugeot 207 prata, foi atingido por diversos disparos feitos de dentro de um Fiat Argo branco, que teria sido alugado pelos criminosos que cometeram o ataque. Alice foi atingida na nuca e chegou a ser levada pelos pais para o Hospital Municipal Materno Infantil da Serra, mas morreu logo após dar entrada na unidade. A perícia da Polícia Científica identificou pelo menos quatro perfurações no veículo onde estava a vítima.
Moradores de Balneário Carapebus relataram, por meio de mensagens enviadas à produção do programa Bom Dia ES, da TV Gazeta, no momento da coletiva de imprensa, que haveria um toque de recolher no bairro. No entanto, o fato foi negado pelo secretário Leonardo Damasceno.
Os criminosos chegaram em dois carros, por volta de 22h40, e já saíram atirando, conforme apuração da TV Gazeta. Foram ouvidos mais de 40 disparos — que deixaram marcas também em postes e muros. O crime é investigado pela Polícia Civil. Qualquer informação que ajude o trabalho policial pode ser repassada pela Disque-Denúncia, por meio do número 181. A ligação é gratuita e não precisa se identificar.
A OAB-ES repudiou o ataque que resultou na morte de uma criança de seis anos na Serra e pediu respostas rápidas das autoridades. A entidade afirmou que vai acompanhar as investigações, inclusive sobre a possível participação de uma advogada no crime, e ressaltou que não admite condutas criminosas, sejam de advogados ou não.