Após passar mais de 15h em poder de criminosos, a vereadora Lari Bortolote Marcon (Republicanos) – sequestrada na manhã de segunda-feira (22) em Rio Novo do Sul – foi resgatada na noite do mesmo dia do cativeiro para onde foi levada em Anchieta, no Litoral Sul do Espírito Santo. Em entrevista à TV Gazeta Sul nesta terça-feira (23), ela contou que os dois sequestradores assitiam à novela Pantanal, da Globo, quando policiais civis chegaram ao local para libertá-la.
O sequestro aconteceu por volta das 7h. Lari Bortolote disse que foi colocada no banco de trás de um carro e que os sequestradores andaram durante horas com ela no veículo até chegarem a uma casa usada como cativeiro, na região de Ubú, em Anchieta. Desamarrada, a vereadora foi colocada em um dos cômodos da casa, com água e pão.
"Me colocaram num quarto lá e ficaram na sala, assistindo televisão. Me deram água, me deram pão. No finalzinho da novela Pantanal, o sequestrador viu que chegou a polícia. Eu abaixei e só esperei com medo de tiro, alguma coisa. Eles fugiram e a polícia entrou e me resgatou"
Após o sequestro, os bandidos exigiram um resgate de R$ 250 mil para libertar a vereadora. A polícia prendeu um homem e apreendeu um adolescente pelo sequestro. Segundo a Polícia Civil, no cativeiro foram encontradas diversas armas, como submetralhadora e pistola, e drogas.
SOBRE O CRIME
Em entrevista ao repórter Gustavo Ribeiro, da TV Gazeta Sul, a vereadora contou que foi abordada com o pai e um funcionário, quando seguia para o curral na propriedade rural onde mora. “Vi um carro na beira do curral, achei que era uma pessoa que tinha ido comprar um porco, um leite. Passei pelo carro e fui para o curral. O carro foi embora e depois voltou. Quando retornou, meu pai foi perguntar o que estava acontecendo e foi aí que renderam ele, o funcionário e eu”, relembrou.
"O tempo todo eles nos ameaçavam. Um deles deu a entender que ia levar meu pai. Falei para não levar ele, que eu ia porque eu tinha o telefone, que era mais fácil de negociar. Só que, até então, achava que era um assalto. Quando me colocaram dentro do carro eu vi que eles iam me levar para longe, que eles queriam mais. Foi horrível. Foi o pior dia da minha vida"
Segundo Lari, os suspeitos deitaram todos no chão e ela, o pai e o funcionário tiveram as pernas e os braços amarrados. A vereadora disse que chegou imaginar que fosse um assalto.
A vereadora disse que se emocionou ao ver a equipe da Polícia Civil e agradeceu os agentes que a resgataram. "Não sei nem explicar a sensação, porque parecia que eu estava nascendo naquele momento. Tenho muito a agradecer à equipe da Polícia Civil. Sem eles (policiais), eu acho que eu não estaria aqui agora, agradecer a Deus também, minha família, meus amigos, todo mundo que torceu para mim".
"Foi emocionante demais porque eu pensava em mim, mas eu pensava neles (amigos e familiares) aqui também, porque eu sei que eles sofreram muito. Deus é muito bom e deu tudo certo"
A Polícia Civil divulgou, no final da manhã desta terça-feira, que mais detalhes sobre o crime e a prisão e apreensão dos suspeitos serão divulgados em coletiva de imprensa durante a tarde.