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Em Piúma

Sócio e funcionários de clínica no ES são presos por sequestro e maus-tratos

Segundo o delegado David Gomes, a polícia recebeu denúncias de internações compulsórias sem ordem judicial e agressões físicas nos internos do local

Publicado em 31 de Março de 2023 às 14:54

Beatriz Caliman

Publicado em 

31 mar 2023 às 14:54
Quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira (30) em Piúma, no Litoral Sul do Espírito Santo suspeitas de sequestro, cárcere privado, maus-tratos e associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, entre os presos estão funcionários e um sócio de uma clínica de reabilitação de dependentes químicos.
Segundo o delegado David Gomes, eles receberam denúncias de internações compulsórias, sem ordem judicial, configurando crime, explicou. Além desta denuncia, outras, de agressões a internos, chegaram por meio do Disque Denuncia 181.
“A polícia foi ao local ontem para averiguar os fatos e lá, durante a tarde, uma interna contou que estava sem comer desde a manhã, como forma de castigo. Ela, segundo depoimento, estava impedida de falar com a família a cerca de uma semana. Alguns internos que não quiseram mais ficar no local foram remanejados com apoio da secretaria de assistência social”, explicou o delegado.
Além do depoimento de internos sobre agressões constantes, disseram ao delegado que eram sedados sem prescrições médicas. Um deles, explicou David Gomes, foi encontrado com ferimento no rosto, segundo ele, causado por funcionários e possuía dificuldades de fala.
O caso segue em investigação, segundo o delegado. O espaço particular não foi interditado, já que um dos sócios ficou de apresentar toda a documentação do local nesta sexta-feira (31) à polícia. Todos negaram as acusações, mas foram levados para o Centro de Detenção Provisória de Marataízes.
A reportagem procurou a clínica, que se manifestou por meio de sua assessoria jurídica, dizendo que irão aguardar a conclusão do inquérito policial e a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo, para após formar a defesa dos acusados.
“A clínica está em pleno funcionamento, possui todos os registros necessários dos órgãos competentes para desempenhar suas atividades”, informou a assessoria jurídica da empresa.
A prefeitura também foi procurada pela reportagem de A Gazeta para saber se o local possui a documentação legal para funcionar e se foi inspecionado após as denúncias, mas não houve retorno da prefeitura.

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