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Em Maringá

Suspeito armado é morto pela PM durante abordagem na Serra

Com Guilherme dos Santos Braz Silva, PM apreendeu revólver, munições e drogas; outros dois homens fugiram pela mata, segundo ocorrência

Publicado em 16 de Novembro de 2025 às 11:09

Felipe Sena

Publicado em 

16 nov 2025 às 11:09
Guilherme dos Santos Braz Silva morreu durante ação da PM na Serra
Guilherme dos Santos Braz Silva morreu durante ação da PM na Serra Crédito: Acervo pessoal
Um homem identificado como Guilherme dos Santos Braz Silva, que não teve a idade divulgada, foi morto a tiros durante ação da força tática da Polícia Militar na tarde de sábado (15), na Avenida Perimetral, em Maringá, na Serra. Segundo a PM, o suspeito carregava um revólver e descia uma escadaria usada como rota de fuga quando, após receber ordem de parada, teria apontado a arma para a equipe, sendo baleado a seguir. Moradores da região contestam essa versão e dizem que Guilherme teria mantido a arma na cintura, sem apontá-la para os policiais. Outros dois suspeitos teriam conseguido fugir durante a ação.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela corporação, equipes da PM faziam patrulhamento por volta das 17h quando receberam uma denúncia anônima sobre tráfico de drogas e presença de homens armados ligados ao grupo criminoso Terceiro Comando Puro (TCP) em uma área de mata ao lado de uma residência. Ao avançarem por uma escadaria, os policiais ouviram pessoas gritando “sujou, sujou, corre!”, segundo o registro policial.
No documento, é dito que Guilherme descia a escadaria correndo e segurando um revólver calibre 38 com numeração raspada. Ele não atendeu à ordem de “Polícia, larga a arma!” e, ainda segundo a PM, apontou o revólver para um dos militares. O policial, então, efetuou três disparos contra o suspeito a cerca de dois metros de distância, conforme consta no boletim.
Moradores da região onde a ação aconteceu, porém, questionam a versão dos policiais. Sem se identificarem, eles conversaram com a reportagem da TV Gazeta e afirmaram que Guilherme teria descido as escadarias para urinar. Na versão deles, o suspeito estaria armado, mas teria mantido o revólver na cintura e não apontado para os PMs. 
Ainda segundo o relato desses moradores, os militares teriam invadido casas na região sem apresentar nenhum mandado judicial procurando por armas. A PM foi questionada sobre essa ação relatada pelos moradores, mas, até a publicação desta reportagem, não havia enviado esclarecimentos.
Guilherme ainda apresentava sinais vitais quando foi socorrido pela própria equipe da PM e levado ao Hospital Estadual Jayme Santos Neves, na Serra. Ele morreu após dar entrada na unidade. Ainda segundo a PM, outros dois homens que desciam a escadaria no momento da abordagem conseguiram fugir pela mata e não foram encontrados.
Com Guilherme, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 com seis munições, outras 25 munições do mesmo calibre e diversas porções de drogas: 36 pinos de cocaína, cinco unidades de skank, 16 unidades de haxixe, 20 buchas de maconha e 17 pedras de crack. Um celular também foi recolhido.
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Guilherme ficou preso entre dezembro de 2020 e julho de 2024 acusado de porte ilegal de armas e tráfico de drogas. Em consulta ao portal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a reportagem de A Gazeta apurou que ele foi absolvido das acusações em decisão do juiz Gustavo Grillo Ferreira, da 2ª Vara Criminal da Serra, por falta de provas. 
Polícia Civil informa que a ocorrência de morte por intervenção legal de agente do Estado foi entregue na Delegacia Regional da Serra. O corpo do suspeito foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica, em Vitória, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado aos familiares.
A arma apreendida será encaminhada para o Departamento de Balística Forense, da Polícia Científica (PCIES), juntamente com as munições. As drogas apreendidas serão encaminhadas para o Laboratório de Química Forense, também da PCIES, para serem analisadas e, posteriormente, incineradas.
O caso seguirá sob investigação do Serviço de Investigações Especiais (SIE) do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), responsável por apurar ocorrências de morte por intervenção legal de agente do Estado.

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