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Executado a tiros

Tio suspeito de causar morte de sobrinha em 2017 é morto em Cariacica

Jean Carlos Nielsen dos Santos foi executado a tiros na Rua Espírito Santense, em São Geraldo II. Em 2017 ele havia sido indiciado por feminicídio após a morte da sobrinha, a estudante Jéssika Nielsen dos Santos Lacerda, 15 anos

Publicado em 14 de Abril de 2019 às 17:14

Publicado em 

14 abr 2019 às 17:14
Em junho de 2017, Jean Carlos Nielsen dos Santos foi indiciado pela morte da sobrinha, Jéssika Nielsen dos Santos Lacerda Crédito: Bernardo Coutinho/Arquivo AG
Um homem suspeito de provocar a morte da sobrinha em 2017, no bairro Maracanã, em Cariacica, foi morto na noite deste sábado (13), no bairro São Geraldo II, em Cariacica. Segundo o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jean Carlos Nielsen dos Santos foi executado a tiros na Rua Espírito Santense. O crime ocorreu por volta das 23h. No corpo da vítima a perícia encontrou pelo menos 11 perfurações.
Em agosto de 2017, o vigilante Jean Carlos Nielsen dos Santos havia sido indiciado por feminicídio pela Polícia Civil, após a morte da sobrinha, a estudante Jéssika Nielsen dos Santos Lacerda, de 15 anos.
A adolescente morreu em junho do mesmo ano, em decorrência de um trauma craniano e de um choque cardiogênico (quando o coração não consegue bombear sangue para os órgãos, causando queda de pressão arterial e acúmulo de líquido nos pulmões).
À época, a Polícia Civil concluiu que Jéssika havia sido agredida pelo tio após uma discussão. A prisão em flagrante ocorreu no dia 27 de junho, quando Jean Carlos foi autuado por agressão, injúria e ameaça na forma da Lei Maria da Penha. 
Jéssika Nielsen dos Santos Lacerda morreu após uma discussão com o tio, Jean Carlos, em junho de 2017 Crédito: Reprodução/Facebook
PRISÃO
Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) informou que Jean Carlos Nielsen dos Santos teve passagem pelo sistema prisional entre junho de 2017 e novembro de 2018, pelos artigos 129 (lesão corporal), 147 (ameaça) e 140 (injúria).
POLÍCIA CIVIL
Em nota, a Polícia Civil informou que nenhum suspeito pela morte de Jean Carlos ainda foi detido. O caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica, e outras informações não serão passadas, no momento, para não atrapalhar o andamento das investigações.
"A polícia conta com a colaboração da população e qualquer contribuição para identificação de suspeitos pode ser feita por meio do Disque-Denúncia 181 ou pelo disquedenuncia181.es.gov.br, onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas. O sigilo e anonimato são garantidos", conclui a nota.
A MORTE DA SOBRINHA EM 2017
Jean Carlos Nielsen dos Santos, 38 anos, foi atuado por injúria, ameaça e agressão Crédito: Ruhani Maia
A estudante Jéssika Nielsen dos Santos Lacerda, de 15 anos, morreu, na madrugada do dia 28 de junho de 2017 após uma discussão com o tio, o vigilante Jean Carlos Nielson dos Santos, 38, no bairro Maracanã, em Cariacica. A briga ocorreu à noite, mas Jéssica só morreu durante a madrugada, no hospital. 
A estudante morava com os avós, pais de Jean, e o tio, e estava junto com eles em casa quando a briga começou, após Jean voltar de um bar. Vizinhos contaram que a adolescente saiu correndo para a rua e pediu socorro. Uma ambulância do Samu esteve no local e levou Jéssika para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, e morreu às 3h10.
Segundo a polícia, a causa da morte de Jéssica foi choque cardiogênico - quando o coração não consegue bombear uma quantidade adequada de sangue para os órgãos nobres, causando queda da pressão arterial, falta de oxigênio nos tecidos e acúmulo de líquidos nos pulmões - e trauma craniano.
Na época, a polícia suspeitava que Jéssica tivesse sido agredida antes de chegar ao hospital. No entanto, segundo a própria polícia, o médico plantonista que atendeu a estudante afirmou aos policiais que não havia lesão física aparente no corpo dela, e classificou a morte como “morte natural”.
Jean foi preso dentro de casa e levado para o Plantão Especializado da Mulher (PEM). Ele prestou depoimento e foi autuado por injúria, ameaça e agressão na forma da Lei Maria da Penha. Em seguida, foi transferido para o presídio. A polícia não detalhou o que Jean disse em depoimento e nem como teria sido as agressões contra a sobrinha.
 

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