Atualização
19/11/2025 - 1:52
Após publicação desta reportagem, o marido da empresária assassinada, Marcelo Fernandes, foi preso por feminicídio e confessou o crime.
Câmeras de segurança registraram imagens antes e após o assassinato da empresária Cláudia Cristina da Silva Fernandes, em Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Espírito Santo, na madrugada de domingo (16). Os vídeos mostram a mulher entrando no elevador em direção à garagem do prédio. Lá, ela entra no carro dela e sai sozinha, por volta de 0h30.
Já às 2h, Marcelo Fernandes — marido da vítima e apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de matar a mulher — é visto chegando com uma Hilux ao prédio. Ele entra no elevador, escondendo as mãos por baixo da camisa para apertar os botões. Cerca de meia hora depois ele deixa o local usando outras roupas e com outro veículo, uma Fiat Strada.
As imagens obtidas pela Polícia Civil embasaram o pedido de prisão feito à Justiça. Além disso, a perícia identificou marcas de sangue compatíveis com atropelamento no pneu da Hilux usada por Marcelo, o que indica que ele pode ser o autor do crime. Ao determinar a prisão preventiva do suspeito, a juíza Elaine Cristine de Carvalho Miranda explicou que é necessário para evitar interferências nas investigações, por se tratar de crime grave. Marcelo seguia foragido até a tarde desta terça-feira (18).
O crime
A empresária Cláudia Cristina da Silva Fernandes, de 53 anos, foi encontrada morta caída ao lado do próprio carro em uma estrada de chão, no bairro IBC, na manhã de domingo (16). Imagens de câmera de segurança de registraram o momento em que o carro da vítima (de cor preta) passa. Mais tarde, uma caminhonete branca é vista voltando de ré pela mesma estrada — veículo de Marcelo, segundo a polícia.
A caminhonete branca é a mesma deixada por Marcelo quando retornou ao prédio em que mora. Mais tarde, ele saiu do imóvel usando um outro veículo, que foi encontrado posteriormente na cidade de Anchieta, também no sul capixaba.
Correção
18/11/2025 - 4:10
Parte do vídeo que estava na primeira versão da reportagem mostrava a Hilux da família saindo do prédio e a mensagem de que era Marcelo no veículo. No entanto, a Polícia Civil corrigiu a informação. Quem estava na caminhonete e saía era a filha da vítima, no momento em que ela percebeu marcas de sangue no veículo.