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Carnaval do Rio

'Choradeira pura', diz Crivella sobre críticas ao carnaval do Rio

Prefeito participou de evento no Museu de Arte do Rio ao lado do ministro da Cultura

Publicado em 02 de Março de 2018 às 22:29

Publicado em 

02 mar 2018 às 22:29
Uma das críticas que o prefeito Marcelo Crivella recebeu foi por cortar subsídios do carnaval Crédito: Tânia Rêgo | Agência Brasil
O prefeito Marcelo Crivella classificou as críticas que recebeu durante o carnaval como "choradeira pura" na manhã desta sexta-feira (2). Em evento no Museu de Arte do Rio (MAR), ele apresentou dados de pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido do Ministério da Cultura. O estudo aponta que a folia carioca gerou 72 mil postos de trabalho (+6,8%), R$ 179 milhões em tributos totais (+6,6%) e R$ 77 milhões de arrecadação em ISS (+6,5%).
"Me sinto redimido. Tantas críticas se fizeram com relação à organização do carnaval. Se fosse eu a apresentar, as pessoas iam suspeitar dos dados", disse ele, referindo-se ao ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, encarregado de mostrar os números, e acrescentou:
"O carnaval foi esplendoroso. (As críticas são) choradeira pura. Os dados mostram que a prefeitura trabalhou muito para o sucesso do carnaval", afirmou o prefeito.
Em função dos gastos operacionais, o Carnaval do Rio movimentou R$ 187 milhões. E o turismo, em função do evento, impactou a economia carioca em R$ 2,83 bilhões. O impacto global na foi de R$ 3,02 bilhões — crescimento de 6,8% em relação ao ano passado.
A cidade também teve aumento do número de turistas. No total, foram 1,05 milhão — 7,6% a mais que em 2017. Destes turistas, 931 mil foram brasileiros e 124 mil estrangeiros. A taxa de ocupação da rede hoteleira foi de 87%.
De acordo com a Riotur, empresa municipal de turismo, os blocos receberam 7,2 milhões de foliões. A expectativa era que recebessem 6,5 milhões.
Para o presidente da empresa de turismo, Marcelo Alves, o resultado apresentado nesta sexta-feira mostra a importância de investir cada vez mais no carnaval. No entanto, ele faz a ressalva de que o investimento pode ser feito por diversas fontes.
"É claro, é importante investir cada vez mais no Carnaval. Mas os recursos não precisam vir necessariamente da Prefeitura. Não podemos tirar de onde não tem. O importante é que os recursos venham, seja do governo federal, de onde for", disse Alves.
POLÊMICAS NO CARNAVAL
Uma das críticas que o prefeito Marcelo Crivella recebeu foi por cortar subsídios do carnaval. A Riotur, empresa municipal de Turismo, liberou R$ 10,3 milhões para a Série A, as escolas da Intendente Magalhães e as agremiações mirins. O corte no valor repassado foi de 50% em relação a 2017.
No fim de 2017, Crivella resolveu criar um "blocódromo", espaço delimitado para que blocos se apresentassem sem que cariocas e turistas pudessem correr atrás do trio elétrico. Após muitas polêmicas, a prefeitura desistiu de levar os desfiles de blocos para o Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, onde funcionaria a Arena Carnaval Rio. A inauguração então foi adiada para julho.
Por estar em viagem na Europa, onde passou o carnaval, o prefeito não compareceu ao Sambódromo em nenhum dia. Após dizer que estava em viagem oficial, Crivella depois voltou atrás.
No entanto, o prefeito disse entender que foi uma atividade de trabalho, pois queria conhecer uma nova tecnologia de drones da Agência Espacial Europeia, bem como outras tecnologias que pudessem ser usadas para segurança.
'RIO DE JANEIRO A JANEIRO'
Além de divulgar resultados do carnaval, o evento também apresentou o programa 'Rio de Janeiro a Janeiro', um calendário de eventos durante todo o ano. O processo de escolha deles foi feito pela FGV, contratada pelo Ministério da Cultura.
"O Rio de Janeiro a Janeiro é parceria entre governos federal, estadual e municipal. Fundamental que atuemos em sinergia para somar forças e conquistar o que desejamos", explicou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
De um total de 831 eventos inscritos, 617 cumpriram os critérios estabelecidos. Destes 154 foram aprovados com "excelência". Espera-se que eles deem retorno econômico maior para cidade e estado.
O governo federal vai investir R$ 150 milhões nos eventos por meio de patrocínios de empresas estatais e leis federais de incentivo. A expectativa é de que os eventos gerem 351 mil empregos e R$ 773 milhões em tributos.
De acordo com a FGV, a cada R$ 1 investido nesse projeto, R$ 13 são gerados na economia local. Então, para um investimento previsto de R$ 1, 06 bilhão, cerca de R$ 13,2 bilhões devem ser injetados na economia.
"O que estamos fazendo aqui é dar para o Rio de Janeiro um calendário de eventos que vão se consagrar pelo público. E amanhã vão se tornar tão importantes quanto o Carnaval, revéillon, Rock in Rio. Estamos trazendo grandes produtores dos melhores eventos. Vai depender do nosso público dizer quais são os melhores", disse o prefeito, que não determinou os recursos que serão investidos:
"O investimento da prefeitura será de milhões. Milhões. Não posso ainda precisar quanto".
 

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