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Morte do ex-governador

Agora o assassino de Camata vem dizer que está triste? É um monstro, diz Rita

Publicado em

01 jun 2019 às 21:46
Rita Camata ao lado dos filhos, Bruno e Enza, no enterro de Gerson Camata Crédito: Fábio Vicentini
Pela primeira vez após o assassinato do marido, o ex-governador Gerson Camata, em 26 de dezembro de 2018, a ex-deputada federal Rita Camata falou ao Gazeta Online, neste sábado (1º), sobre o crime cometido por Marcos Venício Moreira Andrade, ex-assessor de Gerson.
Muito abalada pela maneira trágica como perdeu o marido, com quem foi casada por 37 anos, Rita se emocionou ao falar sobre ele e sobre o fato de ter convivido por cerca de 20 anos com o responsável pelo assassinato de Camata.
Por telefone, a ex-deputada também disse não acreditar que o crime não tenha sido premeditado, conforme foi relatado por Marcos Venício no depoimento prestado à Justiça na última quinta-feira (30), cujo o teor o Gazeta Online publicou com exclusividade. Rita ainda classificou a conduta do assassino como "covarde e bárbara".
CONFIRA A ENTREVISTA
Como tem sido esses cinco meses sem o Gerson?
O que eu tenho a dizer é que o sofrimento tem sido extremamente grande. Meu, dos nossos filhos, netos, por toda a maldade que foi feita com Gerson. O que estamos sentindo é muita dor pela ausência, por uma pessoa que sempre foi um norte em nossas vidas. Estamos vivendo um momento que ele sempre sonhou, pois agora em janeiro, o Bruno (filho) passou no vestibular para Economia. Era o grande sonho dele ver o filho alcançar os caminhos, sonhos.
Eu ainda estou passada, incrédula, pedindo muita força a Deus, e recebendo muito suporte dos amigos, da família. Foi tudo de uma forma tão covarde, vil, que esse cidadão cumpriu as ameaças que ele vinha fazendo...
Agora vejo ele dizendo que está se sentindo mal, por saber o que fez. Por que mudou essa versão? Se ele andava propagando para todos os lados que ia acabar com a vida do Gerson? Uma pessoa que a vida toda deu a ele não só a experiência como profissional, como também um ambiente de família, e até a oportunidade de apresentar pessoas para ele se relacionar, como amigos também. Então me sinto muito mal, é muito sofrido.
Gerson foi um companheiro de quase 40 anos, e a solidão e dor é muito grande. A forma bruta, covarde, como foi atacado. E de forma premeditada. Então não venha com dor de consciência agora não, pois isso não cabe para alguém que vivia propagando em todas as rodas que ia acabar com o Camata.
A senhora então acredita que realmente o crime foi premeditado?
Certamente, porque o Gerson chegou a mudar a rotina dele. Ele gostava de tomar cafezinho em alguns lugares e começou a mudar porque amigos chegavam e alertavam: 'Camata, ele (Marcos Venício) está ameaçando acabar com você'. Diziam: 'Tentei demovê-lo dessa ideia e ele continuava falando que ia acabar com você'. Gerson mudou, se recolheu, ficou quase sem sair. E agora (Marcos Venício) vem dizer que está sofrendo com isso? Essa dor de consciência não me convence, não é real.
Crédito: Carlos Alberto Silva
O que mais incomodou a senhora foi essa declaração dele, de arrependimento?
Uma pessoa que conviveu mais de 20 anos, teve a oportunidade de estar dentro da família, como ele fez, ter a coragem de fazer o que ele fez, não pode sentir dor. E ainda voltou a atacar uma pessoa que não tem mais como se defender, sobre as dívidas. Foram três processos que Camata moveu contra ele, e nos três Camata ganhou. Porque não comprovaram nenhuma denúncia que ele fez. E ele continua atentando contra a dignidade, a honra. E o último processo, inclusive, que ele alega que foi o motivo para ele cometer esse crime bárbaro, à luz do dia, teve sentença final no dia 23 de maio. A Justiça decidiu que ele vai ter que pagar a indenização e os honorários, e não cabe recurso.
Onde me agarro agora? É que a justiça seja feita. O Gerson não está mais aqui, não vai mais voltar, eu não vou ter meu marido, meus filhos não vão ter o pai, a neta não vai conhecer o avô. Espero que a justiça seja feita e esse cidadão pague pelo crime, que foi bárbaro, covarde.
Como recebeu a notícia naquele dia?
Meu genro que me falou. Até hoje, tem horas que eu não consigo acreditar. Só quem passou tamanha dor consegue entender. Além de todas as coisas que tem que correr atrás, da parte da burocracia, estou tentando ser forte para apoiar os filhos, e tenho recebido a força da minha família, de amigos.
A fé em Deus é o que me deixa de pé
Eles estavam rompidos desde 2009. Como era o contato deles desta época em diante?
O Gerson sempre me poupou muito. Pelo que sei, o contato era através de advogados. Não houve nenhuma conversa, nada do tipo. Gerson abriu o processo, procurou o Ministério Público, o Senado, ficou provado que não havia nada.
A senhora disse que ele recebia alertas dos amigos sobre as ameaças do Marquinhos. Com quem ele falava, especificamente?
Eu nem sei porque chamam no diminutivo. Isso é um monstro. Uma pessoa que convive 20 anos e tem a capacidade de fazer o que fez, é absurdo. Ele falava isso com as pessoas que frequentavam o cafezinho, padarias, pessoas aposentadas que vão ali quase todos os dias, e com amigos em comum.
Gerson estava mesmo evitando sair de casa por causa disso? Tinha medo dele (Marcos Venício)? Ele (Gerson) falou sobre isso com a família?
Ele (Gerson) sempre quis poupar muito, tanto a mim quanto aos filhos, sobre isso. Ele era uma pessoa muito pura, um homem do bem, tanto é que tudo que realizou, em décadas, foi para fazer o bem para a população. E isso era em termos pessoais também. Por isso eu acho que ele não acreditava que um cidadão poderia ter uma índole tão ruim. Ele evitava trazer preocupações para a gente, mas muitas pessoas falavam conosco. Vi que em um período ele ficava mais em casa, sem sair. Depois ele ia passar uns dias em Guarapari, ia para o interior... Ficou mais recolhido por um período, depois começou a ter uma mudança de rotina.
Crédito: Carlos Alberto Silva
Há quanto tempo Camata mudou a rotina?
Isso começou há mais de um ano. Por isso que acho que ele (Marcos Venício) premeditou isso. Teve tempo mais do que suficiente para imaginar o mal que podia deixar. E agora ele (Gerson) não vai voltar mais. Não vou ter mais meu marido, meus filhos não vão ter mais o pai deles, não vou ter mais meu companheiro de uma vida inteira.
Agora (Marcos Venício) vem dizer que está triste? Me poupe. Só espero que a Justiça esteja à altura da barbaridade que ele cometeu. Tenho fé em Deus e na Justiça
Nem Gerson acreditava que ele (Marcos Venício) seria capaz de uma atitude como essa?
Não acreditava. Porque quem tem o coração aberto para o bem, como ele (Gerson), não espera essa maldade dos outros.
Crédito: Carlos Alberto Silva
Como estão tentando retomar a vida?
Cada dia é um dia. A sensação de perda é maior... outro dia é abrandada. Tem horas que é uma sensação de solidão imensa (chora). Estou tentando aceitar e conviver com a ausência.
 
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Natalia Devens

Repórter de Política / ncosta@redegazeta.com.br
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