Como foi a pesquisa e quais os resultados que ela trouxe sobre a desinformação no país?
A polarização da última eleição pode ter sido um fator que potencializou o efeito da desinformação em outubro de 2018?
A polarização da última eleição pode ter sido um fator que potencializou o efeito da desinformação em outubro de 2018?
O seu palpite é que em 2020 o volume de desinformação aumente ou diminua em relação a 2018?
Esse "viés de confirmação", com as pessoas querendo conteúdos que justifiquem o que elas já pensam, é algo cultural do brasileiro ou é um fenômeno novo?
A pesquisa mostrou algum perfil socioeconômico ou de faixa etária que mostrasse uma propensão maior a compartilhar conteúdo falso?
Em 2018, a pesquisa testou dois métodos de combate à desinformação (autodefesa e checagem). Em 2020, há novos métodos para evitar a propagação os conteúdos falsos?
Caso essas hipóteses mostrem bons resultados, o que seria importante como medida para o Estado brasileiro adotar para contornar esse problema?
Qual é a origem deste problema? A desinformação gera a polarização ou é a polarização que gera a desinformação?
Temos visto autoridades, como parlamentares, prefeitos e até o presidente compartilhando conteúdos falsos. Ter pessoas no comando de Poderes difundindo esses conteúdos potencializa a desinformação?
Perfil
Felipe Nunes é PhD em ciência política e mestre em estatística pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Em 2012, ele recebeu o prêmio de “best methods poster” da American Political Science Association e, em 2013, o “Swar Prize” como melhor paper no doutorado de ciência política da UCLA.
CEO da Quaest Pesquisa e Estratégica, já trabalhou como estrategista em campanhas eleitorais de PT, DEM, PSDB, PV, PSD e Avante.
Em 2020, sua equipe recebeu um financiamento do Facebook para pesquisar métodos para evitar a propagação de desinformação no Brasil.