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Bolsonaro critica imprensa por noticiar escolha de amigo para Petrobras

A empresa defende a indicação dizendo que Nagem é empregado da companhia há cerca de 11 anos e tem o currículo adequado para a vaga

Publicado em 11 de Janeiro de 2019 às 13:57

Publicado em 

11 jan 2019 às 13:57
O presidente Jair Bolsonaro, durante entrevista Crédito: Reprodução/SBT
O presidente Jair Bolsonaro voltou a usar as redes sociais nesta sexta-feira (11) para defender a indicação de um amigo seu para a gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras e criticar a imprensa.
Em postagem feita no Twitter, o presidente afirmou que "apesar de brilhante currículo, setores da imprensa dizem que é apenas 'amigo de Bolsonaro'."
Carlos Nagem foi apontado por Bolsonaro como um "amigo particular" durante campanhas políticas.
Cargos para o qual ele foi indicado, de gerências executivas, formam o segundo escalão na hierarquia da Petrobras, abaixo apenas da diretoria, com salário em torno de R$ 50 mil -a estatal não divulga os vencimentos de seus empregados.
A empresa defende a indicação dizendo que Nagem é empregado da companhia há cerca de 11 anos e tem o currículo adequado para a vaga. Atualmente lotado em Curitiba, o novo gerente nunca havia ocupado cargo comissionado na estatal.
A informação foi revelada pelo site O Antagonista e confirmada pela reportagem na noite de quinta-feira (10).
Também nesta sexta, Bolsonaro se valeu de ironia ao se desculpar por não escolher inimigos para cargos públicos.
"Peço desculpas à grande parte da imprensa por não estar indicando inimigos para postos em meu governo!", escreveu.
No início da semana, o presidente criticou as escolhas feitas por governos anteriores ao mencionar contratos de bancos públicos - como o BNDES - afirmando que eram escolhidos os "amigos do rei".
Na noite de quinta, Bolsonaro postou nas redes sociais a imagem de nota da Petrobras com o currículo de Nagem. "A era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!", escreveu o presidente.
Nagem já se candidatou a cargos públicos pelo PSC duas vezes sob a alcunha Capitão Victor, em referência a seu histórico na Escola Naval, mas não conseguiu votos suficientes para se eleger em nenhuma das duas ocasiões.
Em 2002, disputou vaga de deputado federal pelo Paraná e em 2016, a vereador da capital paranaense. Nessa campanha, contou com o apoio do atual presidente da República, que aparece em vídeo pedindo votos para aquele que chama de "amigo particular".
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, negou à Folha de S.Paulo que a indicação tenha motivação politica. Ele defendeu a experiência de Nagem na área, dizendo que o indicado trabalha há seis anos na área de segurança empresarial da Petrobras.
"Não recebi pedido ou indicação de ninguém", disse. "Escolhi a melhor pessoa que entrevistei."
Outro episódio envolvendo indicações para cargos em estatais foi protagonizado pelo vice-presidente Hamilton Mourão.
Um de seus filhos, Hamilton Rossell Mourão, mais do que triplicou o salário ao ser escolhido para a assessoria especial do presidente do Banco do Brasil.
Com a ascensão no banco público, o filho do vice passará a ganhar R$ 36,3 mil, o triplo de seu atual salário. A nova função equivale a um cargo de executivo.
Assim como o presidente, Mourão justificou a escolha de seu filho por seu currículo e pelo fato de ele estar há 11 anos como assessor na área de agronegócio da instituição, função pela qual recebia um salário de cerca de R$ 12 mil mensais.

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