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Salário

Bolsonaro vê com 'preocupação' aumento para ministros do STF

Presidente eleito disse esperar 'gesto de grandeza' do Poder Judiciário para evitar crescimento de gastos

Publicado em 07 de Novembro de 2018 às 14:27

Publicado em 

07 nov 2018 às 14:27
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa após gravação de campanha, no bairro Jardim Botânico, Rio de Janeiro Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil
O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (7) que vê com "preocupação" o possível aumento de salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que o momento não é adequado para o reajuste. O Senado pode votar nesta quarta dois projetos de lei que garantem aumento para ministros do STF e para o procurador-geral da República, o que pode provocar um efeito cascata no contracheque do funcionalismo público.
- Estamos numa fase de ou todo mundo tem ou ninguém tem. Nós sabemos que o Judiciário é o mais bem aquinhoado entre os poderes, a gente vê com preocupação e espero que o Parlamento por sua maioria decida da melhor maneira possível - afirmou Bolsonaro, ao sair de um café da manhã na sede do Comando da Aeronáutica.
O presidente eleito disse esperar um "gesto de grandeza" do Judiciário:
- Todos têm que colaborar para que o Brasil saia dessa crise e o Poder Judiciário, no meu entender em um gesto de grandeza, com toda a certeza, não fará tanta pressão assim por esse aumento de despesa - destacou.
Questionado se iria pedir para o presidente Michel Temer vetar o reajuste, Bolsonaro disse que só vai responder a pergunta caso a proposta seja aprovada no Congresso.
Caso aprovada, as duas remunerações sobem de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O aumento rovoca reajustes entre magistrados e também no Ministério Público Federal. Como o vencimento dos ministros do STF serve como teto para o funcionalismo federal, o aumento também afeta o Poder Executivo.
As duas propostas são de 2015 e estavam na gaveta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) desde 2016. Ontem, os senadores aprovaram requerimento de urgência para apreciá-las em plenário. Os textos já foram aprovados na Câmara e, depois de aprovados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ficaram paradas na CAE. O relator das duas matérias no colegiado, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), deu parecer contrário a elas. Sem votação na CAE, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), pautou a urgência para o plenário ontem.
'Um poder só'
 
O presidente eleito esteve ontem com Eunício Oliveira e com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, durante sessão solene no Congresso em homenagem aos 30 anos da Constituição , e voltou a se encontrar com Toffoli na manhã desta quarta. Bolsonaro disse que não tratou do aumento salarial e que defendeu a união entre Executivo, Legislativo e Judiciário:
- Todos nós estamos no mesmo barco, falei com Toffoli ontem, que não vou falar que existem três Poderes, é um Poder só, que o que está em jogo é o futuro do Brasil - seguiu Bolsonaro.

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