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No Sul do ES

Calcinha em fórum de Cachoeiro: apuração começa com análise de imagens

Juiz Bernardo Fajardo Lima, diretor da unidade, pontua algumas providências depois que a peça íntima foi encontrada em sala do Núcleo de Audiência de Custódia; confira

Publicado em 06 de Novembro de 2025 às 20:45

Aline Nunes

Publicado em 

06 nov 2025 às 20:45
Peça íntima foi encontrada em sala onde são realizadas as audiências de custódia, no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim
Peça íntima foi encontrada em sala onde são realizadas as audiências de custódia, no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim Crédito: Reprodução
Após uma calcinha ser encontrada no chão de uma sala do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim, na Região Sul do Espírito Santo, foi iniciada uma investigação interna para identificar a procedência da peça íntima. A primeira medida adotada foi a análise das imagens das câmeras de segurança do corredor do Núcleo de Audiência de Custódia, justamente o setor de onde a calcinha foi recolhida para apuração do caso, divulgado em primeira mão por A Gazeta.
Em entrevista para a reportagem nesta quinta-feira (6), o diretor do fórum, juiz Bernardo Fajardo Lima, diz que foi analisado o registro de entrada e saída da sala, mas que ainda não é possível concluir o que aconteceu diante dos elementos identificados. 
"Caso haja indícios do ingresso indevido na sala ou no prédio, será instaurado o devido procedimento administrativo para apuração de infração de natureza disciplinar. Contudo, até o momento, não houve identificação de sumiço de equipamentos ou documentos, ou acesso indevido a sistemas", ressalta. 
O magistrado pondera que o fato de haver uma peça íntima no chão de uma repartição pública, como o fórum, não gera a presunção de infração disciplinar. Bernardo lembra que é comum pessoas carregarem roupas sobressalentes em bolsas e mochilas, como, por exemplo, para a prática de academia antes do expediente de trabalho, e objetos podem cair acidentalmente desses compartimentos.
"Por outro lado, se houve o ingresso de pessoas não autorizadas na referida sala ou no prédio, poderão ser adotadas medidas administrativas para apuração de infração de natureza disciplinar", frisa Bernardo Fajardo. 
Questionado sobre a possibilidade de haver reforço à segurança do fórum, o diretor afirma que, no momento, ele e a equipe não vislumbram nenhum risco que justifique a modificação do esquema atual de proteção.
"Caso sejam identificadas eventuais falhas na segurança no curso da apuração, a Assessoria de Segurança do TJES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo) tomará as providências necessárias para corrigi-las. Por ora, trata-se de um fato isolado", conclui. 

Entenda o caso

A apuração foi determinada pelo diretor do fórum após receber ofício do juiz André Guasti Motta, coordenador do Núcleo de Audiências de Custódia do TJES, na última segunda-feira (3), relatando que duas servidoras da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) chegaram ao trabalho na manhã da quarta-feira (29), na sala do núcleo onde são realizadas as audiências, e se depararam com a calcinha no local.
No documento, Guasti relata ainda que, na terça-feira (28), o acesso ao fórum estava restrito devido ao feriado do Dia do Servidor. De acordo com o ofício, a sala havia sido trancada naquele dia às 17h, ao fim do expediente. A equipe de limpeza só teria entrado no local na manhã de quarta (29), após e chegada das servidoras do núcleo. 
“Cumpre destacar que o fato é grave e merece apuração imediata, haja vista que a sala contém equipamentos de informática, impressoras, mobiliário e documentos diversos, alguns deles sob segredo de Justiça, que devem permanecer sob guarda e vigilância constantes do Poder Judiciário”, afirma o juiz no documento enviado ao diretor Bernardo Fajardo. 
O magistrado conclui o ofício pedindo acesso aos registros das câmaras de videomonitoramento, o que já foi concedido neste início de apuração. 
O TJES também foi procurado nesta quarta (6) e quinta-feiras (7) para tratar do caso, mas não se manifestou até a publicação da matéria. O espaço segue aberto. 
Calcinha em fórum de Cachoeiro - apuração começa com análise de imagens

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