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Posse na Assembleia

Casagrande e deputados exibem a mesma sintonia

Parlamentares estaduais foram empossados nesta sexta-feira (01) para o mandato de 2019 a 2023

Publicado em 02 de Fevereiro de 2019 às 01:11

Maíra Mendonça

Publicado em 

02 fev 2019 às 01:11
Deputados estaduais do Espírito Santo tomaram posse na Assembleia Legislativa, diante de um plenário lotado de políticos, familiares e servidores Crédito: Tonico | Ales
Duas sessões, um resultado: sintonia entre o governo Renato Casagrande (PSB) e a Assembleia Legislativa. Sintonia essa conquistada após tratativas nos bastidores que, se não agradaram a todos, resultaram na reeleição de Erick Musso (PRB) à presidência da Casa, com compromisso de garantir governabilidade ao Palácio Anchieta. Na manhã desta sexta (01), os deputados estaduais foram empossados, com a presença do governador num discurso com afagos ao Legislativo. À tarde, houve a eleição da Mesa, costurada com a participação do Executivo.
"Tenho muita confiança de que, além do debate, nós teremos muito equilíbrio. A Assembleia Legislativa do Espírito Santo tem sido pedra angular na estabilidade política no Estado. Através da Assembleia, nós mantemos uma relação equilibrada com o Poder Judiciário, com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas, com o Poder Executivo. Esta é uma Casa que formula, que borbulha, que debate", pontuou o governador, na tribuna da Assembleia.
O socialista chegou à Casa ladeado por Musso.
O QUE MAIS APANHA
"Sei que este Poder é o mais exposto, o mais transparente e, portanto, o Poder, desculpe a expressão, que mais apanha", ressaltou Casagrande em outro momento.
Antes de o governador proferir tais palavras e já encerrado o rito de posse e a entrega da Comenda Domingos Martins no grau Grã-Cruz (entregue pessoalmente a cada deputado pelas mãos de Erick Musso junto com Casagrande), o deputado mais votado, Sergio Majeski (PSB), destacou que a descrença e a desconfiança por parte da sociedade em relação à política e às instituições é uma ameaça à democracia. Segundo ele, caberá aos deputados trabalhar para reverter esse quadro nos próximos quatro anos.
"Mais do que nunca precisamos ser claros, transparentes e honestos nas nossas intenções e nos nossos atos", pontuou Majeski, que ao final do discurso prestou seus cumprimentos ao correligionário Casagrande. O deputado afirmou que a Casa trabalhará para ajudar o governador a superar as dificuldades, mas ponderou: "Estamos aqui para ajudar, mas sem esquecer do princípio da constitucionalidade".
Pela manhã, Erick Musso abriu mão de discursar, dando vez a Casagrande. À tarde, o presidente reeleito pediu: "À sociedade peço mais esse voto de confiança e que não demonizem a política".
O clima era de festa e amenidades, apesar da incerteza que ainda pairava sobre os nomes definitivos a serem anunciados como integrantes da chapa única para o comando da Assembleia. E um movimento inesperado: o deputado reeleito Theodorico Ferraço (DEM) não esperou nem para receber a própria comenda. Tomou posse e deixou a Casa. "Vou a Brasília para a posse da Norma", comunicou. A deputada federal reeleita Norma Ayub é, além de colega de partido, esposa do demista. Theodorico disse que o evento em Brasília foi o único motivo que o levou à saída repentina. Mas há mais sobre essa história. Como mencionado anteriormente, nem todos estão contentes.
RELEVÂNCIA
A Assembleia tem 30 deputados e 17 deles foram eleitos na coligação de Casagrande. O PRB de Erick Musso nem está entre os integrantes daquele grupo. Desde 2003, no entanto, a Assembleia não costuma dar trabalho ao Executivo, salvo casos pontuais. É da Assembleia que o governo depende para votar projetos e, assim, concretizar o que planejou.

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