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Vice-presidente do TRT

CNJ impõe sigilo em investigação sobre desembargadora do ES por mensagens no WhatsApp

Conselho Nacional de Justiça restringiu o acesso à reclamação apresentada contra Marise Chamberlain, investigada por postagem de teor político no aplicativo de mensagens

Publicado em 24 de Setembro de 2025 às 19:38

Aline Nunes

Publicado em 

24 set 2025 às 19:38
Desembargadora Marise CHAMBERLAIN, vice-presidente do TRT-17
A desembargadora Marise Chamberlain, vice-presidente do TRT-17, responde a uma representação disciplinar no CNJ Crédito: Divulgação/TRT-17
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) impôs sigilo na investigação sobre uma reclamação disciplinar que tramita contra a desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho no Espírito Santo (TRT-17). A instituição não informou o motivo para a restrição de acesso ao caso, apresentado após postagens da magistrada de teor político em aplicativo de mensagens. 
Questionado, o CNJ mencionou apenas a lei 11.419/2026, que dispõe sobre informatização do processo judicial, e a Resolução 121, da própria instituição, que trata do acesso aos dados do conselho. Mas não apresentou justificativa para o sigilo. 
A desembargadora Marise Chamberlain é investigada pelo CNJ por mensagens enviadas a um grupo de WhatsApp formado por outros membros da Justiça do Trabalho, conforme divulgado pela colunista Letícia Gonçalves. O teor das mensagens era político, de crítica a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a colegas, com termos como "gentalha". Após o episódio, alguns deles decidiram fazer a reclamação disciplinar, uma vez que magistrados são proibidos de exercer atividade político-partidária. 
O grupo em que houve as postagens é o Amatra-17, que reúne integrantes da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 17ª Região. 
Na reclamação, os magistrados apontam que a desembargadora estava "postando vídeos de extremistas políticos com conteúdo depreciativo contra ministros do Supremo Tribunal Federal, utilizando linguagem intimidatória e agressiva contra colegas magistrados e demonstrando comportamento incompatível com a magistratura".
O texto descreve ainda "publicações de idolatria e apologia aos atos e atores do movimento da extrema-direita que graça no país, instigando, ainda que de maneira subliminar, os cidadãos contra o Estado Democrático de Direito e seus respectivos mecanismos de exercício da cidadania".
Entre as mensagens enviadas no grupo Amatra-17, o desembargador aposentado José Carlos Rizk, ex-presidente do TRT-17, compartilhou uma nota assinada pela Frentas (Frente Associativa da Magistratura em defesa do Estado Democrático de Direito), o que teria provocado reação da vice-presidente.
Mensagem desembargadora Marise CHAMBERLAIN
Mensagens enviadas ao grupo Amatra-17 Crédito: Reprodução
Em outro momento, ela chama os colegas de "esquerdistas de m..." e ataca os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
Mensagem desembargadora Marise CHAMBERLAIN
Mensagem enviada pela desembargadora ao grupo Amatra-17 Crédito: Reprodução
Em um áudio enviado ao grupo de WhatsApp, a desembargadora diz que quando ela for presidente do TRT-17, "a direita já tratorou a esquerda toda".
A reclamação pode dar origem, no CNJ, a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), uma investigação mais detalhada, cujo desfecho pode ser o arquivamento ou penas que vão de advertência a aposentadoria compulsória.
No Instagram, o advogado trabalhista José Carlos Rizk Filho, ex-presidente da OAB-ES e filho do ex-presidente do TRT-17, publicou outro áudio, trecho de uma sessão pública do Tribunal, em que Marise Chamberlain diz para outra desembargadora da Corte "se f...". 
Aliados de Marise Chamberlain apontam que ela sofre "perseguição política" e é vítima de uma tentativa de sabotagem, para impedir que ascenda à presidência.
A reportagem de A Gazeta entrou em contato com Ludgero Liberato, advogado da desembargadora no caso, mas não obteve retorno. Em entrevista anterior, a defesa ressaltou que Marise sempre agiu de forma imparcial e que há uma tentativa de interferência na eleição para a presidência do TRT-17, que será realizada no próximo ano. O espaço segue aberto para manifestações. 

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