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Tornozeleira eletrônica

Como políticos do ES reagiram à operação da PF contra Bolsonaro

Senadores, deputados estaduais e federais se manifestaram sobre os mandados cumpridos contra o ex-presidente e as cautelares impostas a ele pelo ministro Alexandre de Moraes

Publicado em 18 de Julho de 2025 às 12:48

Tiago Alencar

Publicado em 

18 jul 2025 às 12:48
Alexandre de Moraes, ministro do STF, impôs medidas cautelares a Bolsonaro
Políticos do ES repercu Crédito: Reprodução
Políticos do Espírito Santo repercutiram os mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) contra Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta sexta-feira (18), em Brasília. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente deverá ficar submetido a medidas restritivas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Para simpatizantes do bolsonarismo, a ação é retratada como perseguição. Já nomes da esquerda celebram as medidas restritivas.
Aliado de primeira hora e correligionário de Bolsonaro, o senador Magno Malto, presidente do PL no Espírito Santo, fez publicação em seu perfil no X (antigo Twitter), chamando a determinação de Alexandre de Moraes de "violência jurídica sem precedentes". Na quinta-feira (17), o ex-presidente participou de uma sessão especial de homenagem póstuma ao pastor e presidente da Igreja Cristã Maranata, Gedelti Gueiros, presidida pelo parlamentar. 
O senador Fabiano Contarato (PT), um dos principais críticos da gestão de Bolsonaro e das ideias difundidas por ele ao longo de seu mandato como presidente do Brasil, entende que a medida adotada pelo STF, por meio de decisão de Alexandre de Moraes, tem respaldo jurídico, uma vez que visa a garantir que "o processo siga corretamente". Professor de Direito Penal, Contarato se manifestou alternando análise técnica com críticas aos atos atribuídos ao ex-presidente na ação penal de qual é alvo.
 "A Lei de Organizações Criminosas no Brasil é clara e define como crime de obstrução de Justiça impedir ou embaraçar a investigação de infração penal. E, nesses casos, o Judiciário pode e deve adotar medidas cautelares para garantir que o processo siga corretamente, especialmente quando há risco de fuga ou tentativa de interferência nas investigações. A decisão do STF considerou os fatos de que o ex-presidente admite que enviou R$ 2 milhões para manter o filho Eduardo no exterior, enquanto o filho admite que está articulando medidas junto ao governo americano para interferir no julgamento do processo em que Bolsonaro é réu, ameaçando inclusive a soberania do nosso país. Isso é grave! Portanto, a imposição de medidas cautelares é justificada por fatores publicamente admitidos pelos investigados."

Deputados federais do ES

O deputado federal Messias Donato (Republicanos) também recorreu à publicação nas redes sociais para se manifestar acerca das medidas impostas ao ex-presidente. O parlamentar capixaba afirma, na postagem, que o uso de tornozeleira eletrônica imposta a Bolsonaro ocorre, segundo ele, "sem condenação e sem provas".
O também deputado federal Gilvan da Federal (PL) - afastado do cargo desde maio deste ano, por decisão da Câmara dos Deputados - classifica como absurda "a ordem dada por Alexandre de Moraes". Ele foi mais um parlamentar capixaba a se manifestar pelas redes sociais na manhã desta sexta-feira.
Opositor ao bolsonarismo, o deputado Helder Salomão (PT) aponta que a operação é consequência de atos contra a soberania brasileira.  "A ação da Polícia Federal, nesta sexta-feira, é mais um passo para o julgamento do ex-presidente e de seus aliados, que atentaram contra a democracia e tramam contra os interesses do Brasil", explica em nota encaminhada à reportagem de A Gazeta.
O petista acrescentou ainda: "No caso do tarifaço contra os produtos brasileiros, mais uma vez, fica evidente que o ex-presidente, sua família e seus aliados, estão tramando contra os interesses do Brasil no exterior. Golpistas e falsos patriotas devem ser julgados e condenados pelos seus crimes".
A também deputada federal pelo PT Jack Rocha, ao comentar as medidas restritivas a que o ex-presidente foi submetido, destacou que “a tornozeleira eletrônica imposta a Bolsonaro não é perseguição, é consequência jurídica. Ele é investigado por tentar fraudar a democracia, interferir em depoimentos e apagar provas".
"Em qualquer Estado de Direito, isso exige resposta firme da Justiça. O que está em jogo não são opiniões, mas ações graves contra a ordem constitucional. Que ele responda pelos seus atos. Ninguém está acima da lei", pontua a deputada.

Deputados da Assembleia do ES

Deputados da Assembleia Legislativa do Espírito Santo que se declaram apoiadores de Bolsonaro e também os que são opositores ao ex-presidente, manifestaram sobre as determinações impostos a ele pelo STF.
O deputado Lucas Polese (PL), no seu stories em seu perfil no Instagram, dá apoio ao ex-mandatário. "Fica firme, Capitão. Deus sabe de todas as coisas."
Já  o deputado Callegari (PL) publicou um vídeo, também no Instagram, em que afirma que a determinação de Alexandre de Moraes, nesta sexta-feira, objetiva impedir uma possível candidatura de Bolsonaro a presidente da República, nas eleições do próximo ano.
Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado, o deputado João Coser usou seu perfil no X para se posicionar sobre as cautelares impostas ao ex-presidente. Segundo o líder petista capixaba, "o cerco está se fechando" para Bolsonaro. Veja a publicação:

Outras medidas cautelares

Além  de usar tornozeleira eletrônica, Bolsonaro precisará cumprir o recolhimento domiciliar das 19 horas às 7 horas e também nos fins de semana; não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros (não podendo se aproximar de embaixadas) e de falar com outros investigados.
Ele foi ainda proibido pelo magistrado de acessar redes sociais e de falar com seu filho Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato e está nos EUA atuando para que o país aplique sanções a Moraes.

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