A Câmara dos Deputados decidiu, na quarta-feira (10), rejeitar a cassação do mandato da parlamentar Carla Zambelli (PL-SP), que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e está presa na Itália. Dos dez parlamentares capixabas, seis votaram para arquivar o processo contra a deputada, três foram favoráveis a cassar o mandato e um esteve ausente.
Ao todo, 227 deputados federais votaram a favor da cassação e 170 contra. Como eram necessários 257 votos para que o mandato fosse cassado, o processo foi arquivado. A sessão teve 10 abstenções e 105 parlamentares ausentes.
Confira abaixo como cada parlamentar do Estado se posicionou:
- Amaro Neto (Republicanos) - Não
- Da Vitoria (PP) - Não
- Dr Victor Linhalis (Podemos) -Sim
- Evair de Melo (PP) -Não
- Gilson Daniel (Podemos) -Não
- Gilvan da Federal (PL) - Não
- Helder Salomão (PT) - Sim
- Jack Rocha (PT) -Sim
- Messias Donato (Republicanos) -Não
- Paulo Folletto (PSB) - Ausente
Como votaram deputados do ES no processo de cassação de Zambelli
Folletto foi procurado por A Gazeta e disse que esteve ausente por motivos de saúde, mas que se estivesse em plenário votaria pela cassação.
A decisão tomada em plenário contrariou a votação ocorrida mais cedo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), que obteve maioria pela perda do mandato com a ajuda de deputados do centrão.
Zambelli foi condenada em maio deste ano a dez anos de prisão e à perda de mandato por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, também condenado. A deputada sempre negou as acusações.
Segundo a denúncia, o objetivo da deputada era incluir alvarás de soltura falsos e um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. Delgatti, que confessou o ataque, foi condenado a oito anos e três meses de prisão. Ele afirma ter feito a invasão a mando da deputada.
Moraes, relator do caso, votou por sua prisão e foi acompanhado de forma unânime pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Zambelli foi presa na Itália em 29 de julho. A deputada está no país desde o início de junho e afirmou ser uma "exilada política" que seria alvo de uma suposta "perseguição".
Ela argumenta que estaria protegida de ser extraditada por ter cidadania italiana, embora especialistas tenham contestado sua avaliação.