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Apuração

Corregedoria da Câmara de Vitória abre processo contra mais um vereador

Corregedor-geral, Leonardo Monjardim (Patriota) apresentou parecer favorável à representação contra Chico Hosken (Podemos)

Publicado em 27 de Abril de 2023 às 17:33

Ednalva Andrade

Publicado em 

27 abr 2023 às 17:33
A Corregedoria da Câmara de Vitória admitiu a abertura de representação contra mais um vereador. Em reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira (27), o corregedor-geral da Câmara de Vitória, Leonardo Monjardim (Patriota), apresentou parecer favorável à abertura de processo ético-disciplinar contra o vereador Chico Hosken (Podemos) para apurar quebra de decoro parlamentar.
O caso tem fatos relacionados ao processo que tramita na Corregedoria da Casa contra o vereador afastado e preso Armandinho Fontoura (Podemos), de quem Hosken assumiu a vaga por ser o primeiro suplente do partido, em janeiro deste ano. Armandinho está preso desde 15 de dezembro, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de atuar em milícia digital.
Câmara Municipal de Vitória
Câmara Municipal de Vitória: nova reunião da Corregedoria foi convocada para a próxima terça-feira (2) Crédito: Fernando Madeira
representação contra Hosken foi protocolada na Câmara de Vitória por Ederson Silva Pereira, o Neno Bahia (Podemos), que é o segundo suplente do partido. No documento, ele acusa Hosken de ter induzido o empresário Sandro Luiz da Rocha, por intermédio do seu assessor Washington Gomes Bermudes, a assinar um documento que, posteriormente, se tornou uma representação por quebra de decoro parlamentar contra Armandinho.
Corregedoria da Câmara de Vitória abre processo contra mais um vereador
Em seu parecer, o corregedor-geral afirmou que os fatos narrados na representação contra Hosken são graves e preenchem os requisitos do Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vitória.
"A exposição dos fatos é suficiente para caracterizar, em tese, a suposta ocorrência de fatos graves aptos a serem apurados por esta Corregedoria, uma vez que o Sr. Washington Gomes Bermudes poderia ter agido sob ordens do vereador representado. Desta forma, resta preenchido o requisito de identificação do vereador e dos fatos imputados, conforme determinado no inciso II do artigo 27 do Código de Ética e Decoro Parlamentar", afirma Monjardim.
O terceiro requisito previsto na legislação é de que os fatos imputados tenham ocorrido durante o mandato do parlamentar. Como a representação contra Armandinho foi protocolada em março deste ano e Hosken assumiu o mandato em janeiro último, o corregedor-geral considerou essa exigência também preenchida.
Chico Hosken será vereador de Vitória no lugar de Armandinho
Chico Hosken é alvo de apuração na Câmara Crédito: Acervo pessoal
O corregedor-geral mencionou ainda que, durante depoimento prestado à corregedoria na quarta-feira (26), Sandro Rocha afirmou que Washington Bermudes lhe entregou um documento para assinatura, o qual acreditava se tratar de uma audiência pública, mas "foi surpreendido com a notícia que o mesmo figurava como autor de uma representação em face do vereador Armando Fontoura".
Após a admissão da representação contra Hosken, uma nova reunião da Corregedoria foi convocada para a próxima terça-feira (2), quando deverá ser sorteado o relator do caso. O corregedor-geral informou que vai consultar a Procuradoria da Câmara sobre o questionamento feito durante a reunião realizada nesta quinta-feira (27) de distribuição do caso à vereadora Karla Coser (PT), que foi sorteada para relatar o processo contra Armandinho.
"A discussão que se deu foi sobre a relatoria por prevenção à vereadora Karla Coser. Acho que vamos seguir o rito natural e fazer sorteio. Se no meio do processo a gente identificar a correlação direta entre os dois processos, pode ser que haja alguma nova decisão. Não podemos nos antecipar porque a gente não sabe o que vai acontecer. Às vezes, um depoimento, uma prova apresentada, pode mudar tudo "
Leonardo Monjardim (Patriota) - Corregedor-Geral da Câmara de Vitória
Além de Monjardim e Karla Coser, a Corregedoria da Câmara de Vitória tem como membros os vereadores Davi Esmael (PSD), André Brandino (PSC) e Luiz Emanuel (sem partido).
O vereador Chico Hosken foi procurado para comentar a decisão da Corregedoria da Câmara, mas não atendeu às ligações e nem deu retorno às mensagens enviadas pela reportagem de A Gazeta até o momento. A reportagem também tentou contato com o assessor Washington Gomes Bermudes, mas não foi atendida. Caso haja retorno de alguma das partes, este texto será atualizado.

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