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Mesa Diretora

Indefinição na eleição da Assembleia do ES vai até o último dia

Conversas realizadas ao longo desta terça-feira (31) tentaram consolidar chapa única para a disputa, mas novas reuniões ainda serão realizadas na manhã de quarta-feira (1°) para definir composições

Publicado em 31 de Janeiro de 2023 às 22:07

Ednalva Andrade

Publicado em 

31 jan 2023 às 22:07
Painel com lista de deputados da Assembleia Legislativa do ES
Painel com lista de deputados da Assembleia Legislativa do ES Crédito: Lucas S. Costa/Ales
Em meio a negociações previstas para se estenderem até a manhã desta quarta-feira (1º), a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) chegou às últimas 24 horas sem uma definição sobre a manutenção da tradição que já dura 20 anos de chapa única ou se haverá realmente duas chapas concorrendo.
Mesmo assim, o deputado estadual reeleito Marcelo Santos (Podemos) chega à eleição como favorito, com o apoio de 17 colegas e do governador Renato Casagrande (PSB), enquanto o deputado reeleito Vandinho Leite (PSDB) seguia com seu grupo negociando se mantinha o lançamento de chapa própria ou se aceitaria compor com o adversário.
Nos bastidores, a sinalização ao longo desta terça (31) era de que a tradição venceria e apenas uma chapa seria registrada. Porém, a falta de consenso entre os nomes e postos a serem ocupados pelos deputados da chapa governista para abrir espaço aos parlamentares aliados de Vandinho mantiveram a indefinição sobre a eleição para a Mesa Diretora da Casa — que acontece nesta quarta (1º), a partir das 15 horas —, mesmo depois de diversas reuniões realizadas.
No final da tarde desta terça-feira (31), Marcelo Santos garantiu à colunista Letícia Gonçalves que as portas estão abertas para qualquer parlamentar na sua chapa. O grupo que apoia Vandinho conta com deputados eleitos por partidos que fazem oposição a Casagrande, como PL, Republicanos e PTB.
Indefinição na eleição da Assembleia do ES vai até o último dia
Um dos principais opositores ao governador na Assembleia durante os últimos quatro anos, o deputado Danilo Bahiense (PL) é apontado como 1º vice-presidente da chapa encabeçada por Vandinho, caso ela seja registrada. Entre os nomes que apoiam o tucano, o do deputado Hudson Leal (Republicanos), que esteve na base do governo no último mandato, é considerado o mais palatável para entrar na chapa de Marcelo Santos, caso haja composição entre os dois grupos para formação de chapa única.
Mas há também alguns parlamentares que devem marcar posição na disputa, se houver chapa única. Entre eles estão os deputados de primeiro mandato Camila Valadão (Psol) e Lucas Polese (PL). A expectativa nos bastidores é de que a primeira siga orientação partidária pela abstenção, se a chapa governista tiver o apoio dos deputados eleitos sob as bênções do bolsonarismo. 
Já Polese antecipou que não deve votar a favor da chapa governista, se os dois grupos forem unificados. Ele é adversário político de Casagrande mesmo antes de ser eleito deputado.
No grupo de apoiadores de Marcelo Santos que participaram de uma reunião na manhã desta terça-feira (31), há ainda disputa pelos postos mais cobiçados da Mesa Diretora: 1º vice-presidente, 1º e 2º secretários. Entre os que pleiteiam essas vagas estão os deputados João Coser (PT), Fabrício Gandini (Cidadania), Janete de Sá (PSB) e Raquel Lessa (PP). Ao todo, a chapa tem sete vagas. 
Aqueles que ficarem de fora da chapa, podem ainda ocupar espaços nas comissões mais importantes da Casa, como Finanças e Constituição e Justiça, por exemplo.

O rito da eleição

A eleição da Mesa Diretora vai ser realizada às 15 horas e será presidida pelo deputado Theodorico Ferraço (PP), por ser o mais idoso da Casa. Ele também comandará a sessão de posse dos deputados, às 10 horas. Para auxiliá-lo na condução dos trabalhos, ele deve escolher dois deputados para ocupar a 1ª e a 2ª secretaria. Polese, mais novo entre os eleitos, deve ser indicado para a vaga de 1º secretário, enquanto Hudson Leal deve ficar com o posto de 2º secretário. Os três estão entre os aliados de Vandinho.
As chapas devem ser registradas junto à Mesa Diretora durante a sessão preparatória, garantindo a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares, quando possível.
Conforme o Regimento Interno da Assembleia, a votação é aberta e nominal. Durante o processo de negociação das chapas, a votação secreta chegou a ser cogitada pelo grupo de Vandinho, mas não deve haver insistência nesse ponto depois da resposta negativa da Procuradoria do Legislativo sobre essa possibilidade.
Para ser eleita em primeiro turno, a chapa precisa alcançar 16 votos (maioria absoluta). Se não atingir essa votação, haverá segundo turno e a chapa que obtiver maioria simples é a vencedora, ou seja, garantir 50% mais um dos votos dos presentes à sessão. Em caso de empate, fica eleita a chapa que tiver o candidato à presidência mais idoso. Apenas 29 parlamentares devem participar, já que o deputado Sérgio Meneguelli (Republicanos) se recupera de uma cirurgia e não deve comparecer à posse.

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