A avaliação positiva e a negativa da administração do presidente
Jair Bolsonaro (PL) estão no mesmo patamar entre os eleitores no Estado. Conforme dados da pesquisa Ipec realizada no Espírito Santo a pedido da TV Gazeta, 39% dos entrevistados consideram a gestão de Bolsonaro boa ou ótima, enquanto 38% a avaliam como ruim ou péssima.
O levantamento foi divulgado na sexta-feira (2) e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Não é possível comparar o resultado desta pesquisa com os dois levantamentos do Ipec divulgados anteriormente porque o número de entrevistados e a margem de erro são diferentes.
Dos 39% que avaliam positivamente o governo do atual presidente da República, 23% o consideram bom e 16% ótimo. Já entre os 38% que fazem uma avaliação negativa da gestão, 26% a classificam como péssima e 12% como ruim.
A administração do presidente é considerada regular por 22% dos entrevistados. Os que não sabem avaliar ou não responderam somam 1%.
O levantamento foi realizado pelo Ipec, instituto de pesquisa criado por ex-executivos do Ibope Inteligência, que encerrou suas atividades em 2021.
A avaliação mais positiva da gestão de Bolsonaro é entre os que têm renda familiar acima de cinco salários mínimos, que corresponde atualmente ao valor de R$ 6.060. Entre esse público, o governo Bolsonaro é considerado bom por 31% e ótimo por 21%, totalizando 52% que o avaliam positivamente.
Ainda em relação à renda dos entrevistados pela pesquisa Ipec, 32% dos que têm renda familiar de até um salário mínimo, equivalente a R$ 1.212, consideram o governo Bolsonaro regular. É o maior índice regular obtido pela administração do atual presidente.
Outros recortes do eleitorado entrevistado pela pesquisa Ipec que garantem índices positivos à administração do atual presidente são os evangélicos, os homens e os eleitores na faixa etária de 35 a 44 anos. Nesses grupos, os índices bom e ótimo somam, respectivamente, 48%, 44% e 43%.
Em relação à escolaridade dos entrevistados, 43% dos que têm ensino fundamental e 42% dos que têm ensino superior avaliam a gestão presidencial de maneira negativa. No primeiro grupo, são 30% que a consideram péssima e 13%, ruim. Já entre os graduados, são 28% que a classificam como péssima e 14%, como ruim.
Por outro lado, dos que têm ensino médio 46% avaliam positivamente o governo Bolsonaro, sendo 25% como bom e 21% como ótimo.
A respeito da faixa etária dos entrevistados, os jovens de 16 a 24 anos avaliam de maneira mais negativa a gestão do que o total do eleitorado. Nessa faixa etária, 28% consideram a gestão péssima e 16%, ruim. Já entre os que a avaliam de forma positiva são 10% como ótima é 21% como boa.
Entre os eleitores da Região Metropolitana da Grande Vitória entrevistados pelo levantamento, o maior índice obtido pelo governo Bolsonaro foi de péssimo, que soma 27%. Já no interior, são 27% os que consideram regular o governo do presidente.
A administração Bolsonaro é mais bem avaliada os entre que não recebem ou não moram com ninguém que recebe benefícios do
governo federal. Nesse grupo, o governo obtém 42% de bom ou ótimo. Já a avaliação mais negativa vem dos que recebem ou têm alguém no domicílio que recebe benefícios do governo, como o
Auxílio Brasil. Entre essas pessoas, 43% consideram a gestão ruim ou péssima.