A Justiça Eleitoral determinou a suspensão de uma pesquisa eleitoral feita pela empresa AtlasIntel em Vitória e a remoção de reportagens de sites que divulgam o resultado do levantamento. Além disso, uma publicação na rede social do candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) que compartilha a pesquisa também teve que ser retirada por força da determinação. A medida acata a um pedido feito pela coligação do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), que busca a reeleição na Capital.
Os partidos coligados alegam que a pesquisa contém falhas graves, tais como evidências características de enquete eleitoral ou sondagem, constatação de efeito ancoragem, fragilidade no percentual do sistema de controle interno e aglutinação de entrevistados no nível de escolaridade.
Ao avaliar o pedido, o juiz eleitoral Marcelo Pimentel verificou que a pesquisa está em desacordo com resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que exige que levantamentos do tipo sigam critérios técnicos rigorosos, o que, à primeira vista não teriam sido observados.
Marcelo Pimentel determinou ainda a remoção das reportagens referentes à pesquisa, sob pena multa diária de R$ 100 mil e a remoção da publicação sobre o levantamento divulgada por Luiz Paulo das redes sociais, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Pesquisa divulgada em portais e por candidato
A pesquisa AtlasIntel foi divulgada no início desta semana em portais nacionais e compartilhada pela assessoria de Luiz Paulo nas redes sociais.
Em nota enviada na tarde desta terça-feira (24), a campanha do candidato Luiz Paulo disse que foi surpreendida pelo questionamento da divulgação "de uma pesquisa de âmbito nacional".
"As medidas judiciais já estão sendo tomadas porque acreditamos na Justiça e nas instituições. Estamos certos de que a população de Vitória sabe o caminho que nossa Capital precisa tomar. A campanha do candidato Luiz Paulo não é a contratante da pesquisa questionada por Pazolini e apenas reproduziu o resultado amplamente divulgado na imprensa nacional", finaliza o texto.
A reportagem de A Gazeta tenta contato com a AtlasIntel. O espaço está aberto caso a empresa queira se manifestar.